Igreja Católica

Elder será ordenado diácono no dia 26 de Setembro | Biografia

Elder será ordenado diácono no dia 26 de Setembro | Biografia Elder João Tavares Fortes, nasceu a 22 de junho de 2000, em Santiago, Cancelo, filho de Maria Celina Tavares e João Varela Fortes. Frequentou o ensino primário na sua terra natal e, aos 12 anos, mudou-se para a ilha da Boa Vista para cursar o ensino secundário. Durante a sua juventude, vivenciou uma marcante caminhada espiritual: após ter integrado a Igreja Adventista do Sétimo Dia, reaproximou-se da fé católica na Paróquia de Santa Isabel, na Boa Vista, onde serviu como acólito e iniciou o seu discernimento vocacional acompanhado pelo pároco Padre José Mário e pelo então seminarista estagiário, hoje Padre Benvindo Rodrigues. Em 2018, ingressou no Seminário Menor, na ilha de São Vicente, onde realizou a sua formação inicial durante três anos.   Posteriormente, foi enviado ao Seminário Metropolitano de Sevilha, em Espanha, para dar continuidade aos seus estudos Filosóficos e Teológicos. Concluiu a sua formação teológica apresentando o trabalho de fim de curso com o tema: “O papel do sacerdote na sociedade contemporânea”. Durante o seu período de formação em Espanha, realizou diversos estágios pastorais: na Paróquia de Santa Genoveva (Sevilha), na Paróquia de Santa Maria la Mayor (Pilas), na Paróquia Corpus Christi (Sevilha) e serviu ainda durante dois anos no acompanhamento aos seminaristas do Seminário Menor. A sua ordenação diaconal será realizada no dia 26 de setembro de 2026, na Catedral de Sevilha, pela imposição das mãos de Dom José Ángel Saiz Meneses, Arcebispo de Sevilha.

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Acampamento Vocacional 2026 reúne 25 jovens sob o lema “Não tenhais medo”

Acampamento Vocacional 2026 reúne 25 jovens sob o lema “Não tenhais medo” Entre os dias 15 e 17 de julho, a Diocese de Mindelo realizou mais uma edição do Acampamento Vocacional, que este ano teve como lema “Não tenhais medo”. A iniciativa reuniu 25 jovens e adolescentes provenientes das diversas ilhas da Diocese, nomeadamente Santo Antão, São Vicente, Sal e Boa Vista, proporcionando-lhes três dias de intensa formação, oração, convivência e discernimento vocacional. Orientado pelo Prefeito do Seminário Diocesano, Pe. Evanildo Reis, e por dois seminaristas Maiores, o acampamento procurou ajudar os participantes a descobrir e aprofundar o chamamento de Deus nas suas vidas, através de uma programação diversificada que conjugou momentos de espiritualidade, formação, missão e lazer.  O primeiro dia decorreu sob o tema “Diga sim como São Carlo Acutis”. Após o acolhimento e apresentação do programa, os participantes assistiram à conferência “Não tenhais medo da santidade”, orientada pelo Diácono Erson, seguida de trabalhos de grupo sobre a vivência da santidade no quotidiano. O programa incluiu ainda a exibição do documentário O Céu não pode esperar, a celebração da Eucaristia presidida pelo Reitor do Seminário, Pe. José Mário, e uma tertúlia vocacional, encerrando o dia com oração. O segundo dia teve como inspiração “Diga sim como a Menina Maria”. Depois das Laudes e da conferência “Cristo chama-te pelo nome: Missão”, orientada pelo Pe. Felipe, os jovens saíram em missão porta a porta, levando uma mensagem de esperança às famílias. A tarde foi marcada por testemunhos vocacionais de padres, diáconos e seminaristas, destacando-se o testemunho do neo-sacerdote Patrick, recentemente ordenado, que partilhou a sua caminhada de resposta ao chamamento de Deus. O dia culminou com um intenso momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, seguido da Eucaristia presidida pelo Pe. Paulino e de uma noite de convívio fraterno.  No último dia, subordinado ao tema “Diga sim aos sonhos de Deus”, os participantes refletiram sobre a forma concreta de responder ao projeto que Deus tem para cada um. Os jovens tiveram a oportunidade de dialogar com o Bispo de Mindelo, que partilhou a sua experiência vocacional e respondeu às diversas perguntas colocadas pelos participantes. O encontro terminou com a avaliação do acampamento, a bênção final e o envio dos jovens às suas comunidades. Ao longo dos três dias, os participantes viveram momentos marcantes de oração, celebração da Eucaristia, Liturgia das Horas, testemunhos vocacionais, missão, adoração e convívio, fortalecendo a amizade entre si e aprofundando a sua relação com Cristo.  Na avaliação final, os jovens manifestaram grande satisfação pela experiência vivida, considerando o acampamento um tempo privilegiado para reaproximar-se de Deus, refletir com maior maturidade sobre os planos que Ele tem para a sua vida e fortalecer os laços de fraternidade. Muitos destacaram ainda a riqueza dos testemunhos vocacionais e dos momentos de missão como ocasiões que os ajudaram a escutar com mais atenção a voz do Senhor. Com esta iniciativa, a Diocese de Mindelo reafirma o seu compromisso com a pastoral vocacional, continuando a criar espaços onde os jovens possam escutar o chamamento de Deus e responder, sem medo, ao convite de Cristo: “Vem e segue-me.” 

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Ordenação presbiteral de Patrik Afonso

Ordenação presbiteral de Patrik Afonso Já dizia o Santo Afonso de Ligório: “Quem é ordenado, é destinado ao ministério de servir a Jesus Cristo na Eucaristia”. Com o coração transbordante de gratidão, convidamos todo o Povo de Deus para a Ordenação Presbiteral do Diácono Patrik Mendes Afonso, sob o lema: “Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade”. O diácono Patrik Mendes Afonso de 27 anos foi ordenado diácono no passado dia 20 de julho. Foi aluno do Seminário Maior Nossa Senhora da Graça na Arquidiocese de Olinda e Recife no Brasil. É estagiário nas paróquias da ilha do Sal. Para ler a biografia do diácono Patrik Afonso. Pelo Sacramento da Ordem, o novo presbítero é configurado a Cristo Cabeça e Pastor para agir In Persona Christi (na pessoa de Cristo) a serviço da Igreja (cf. CIC §1548). Venha testemunhar este mistério de fé, comunhão e renovação eclesial! Elevemos até Deus Nosso Pai as nossas orações por este jovem! Ele que será padre para a nossa Igreja de Mindelo no dia 19 de Julho de 2026 na Paróquia de São Vicente (10hoo).

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O Papa apresenta a Magnifica humanitas: “Desarmar a IA”

O Papa apresenta a Magnifica humanitas: “Desarmar a IA” Salvatore Cernuzio – Vatican News Assim como “o Leão de outrora”, o Papa Leão XIII, também o “Leão” de hoje, o Papa Leão XIV, volta seu olhar para as “res novae”, para aquelas “coisas novas” que desafiam o tempo, a história e a humanidade. E se naquela época era a revolução industrial, com as muitas e complexas mudanças no mundo do trabalho e as novas formas de pobreza impostas, hoje é a Inteligência Artificial, com seu potencial e seus perigos, que está sob os olhos e no coração do Pontífice, que lança uma invocação universal: “Desarmar a IA”. “A Inteligência Artificial hoje precisa ser “desarmada”, libertada das lógicas que a transformam em instrumento de dominação, exclusão ou morte.” Discernir o futuro da humanidade O Papa Leão XIV fala por metáforas, mas também por referências históricas, em seu discurso proferido na Sala do Sínodo, na apresentação da Magnifica humanitas, a primeira encíclica de seu pontificado, publicada na manhã desta segunda-feira, 25 de maio. Nunca antes um Papa esteve na Sala para apresentar ao público um seu documento magisterial. É também a primeira vez que, além de cardeais e professores, se sentam ao lado do Pontífice especialistas em alta tecnologia. Um sinal da importância e da atenção ao tema abordado na encíclica, um símbolo e sintoma da “gravidade do momento” que estamos vivendo e que causa preocupação na Igreja, chamada a “decifrar coisas novas à luz do Evangelho e da dignidade do ser humano”. Uma angústia que Leão XIV enfrenta com confiança: “A confiança de que, juntos, podemos discernir as grandes questões do nosso tempo e, portanto, o futuro da humanidade.” Nos passos de Leão XIV Cento e trinta e cinco anos atrás, o Papa Pecci observou a situação difícil dos trabalhadores e das famílias desenraizadas e empobrecidas pela rápida transformação industrial e “compreendeu que a Igreja não podia permanecer à margem”. Num momento de “mudança de época” que “ameaçava a dignidade humana”, ele escreveu a encíclica Rerum Novarum. No mesmo espírito, o Papa Prevost — que assinou simbolicamente a Magnifica humanitas em 15 de maio, dia da publicação da Rerum Novarum — diz que se sente “chamado a olhar para outra grande transformação com os olhos da fé, com a clareza da razão, com a abertura ao mistério e com os gritos dos pobres e da terra que ressoam em” seu “coração”. Este é o sentido das aproximadamente 200 páginas, resultado de uma reflexão de dez anos no seio da Santa Sé sobre as novas tecnologias e a Inteligência Artificial, que hoje impactam “muitas áreas de nossas vidas”, influenciam decisões e estão “mudando radicalmente a forma como a guerra é travada”.       Fruto da escuta Há tantas contribuições, reflexões e sugestões nesta encíclica que — como o próprio Papa explica — tem uma única raiz: “A escuta”. A escuta de cientistas e engenheiros que “trabalham com sincero entusiasmo em tecnologias capazes de aliviar sofrimentos imensos”; a escuta de “líderes políticos e funcionários públicos que perseveraram na busca por regras justas”; a escuta de “pais e professores profundamente preocupados com o futuro das novas gerações”. “Também chegaram até mim outros relatos, bastante perturbadores, sobre sistemas de armas cada vez mais autônomos, praticamente fora do controle humano. Estou recebendo relatos muito preocupantes sobre algoritmos que podem negar acesso à saúde, trabalho e segurança com base em dados contaminados por preconceito e injustiça.” Junto com essas vozes, ressoou também forte “o silêncio de quem não tem voz quando as decisões são tomadas”, explica o Papa Leão XIV, “decisões que correm o risco de gerar novas formas de exclusão e sofrimento”. Desarmar De tudo isso, desenvolveu-se uma convicção que o próprio Pontífice chama de “perturbadora” e que norteia a encíclica: “A Inteligência Artificial deve ser desarmada”. “A palavra é forte, eu sei”, admite Leão XIV, “mas foi escolhida deliberadamente porque este momento precisa de palavras capazes de chamar a atenção, despertar as consciências e indicar o caminho a seguir para a humanidade.” Construir A Igreja está comprometida há muito tempo com o desarmamento nuclear, como um “serviço à paz e à dignidade da família humana”. Da mesma forma, “a Inteligência Artificial requer hoje que seja desarmada”, porque “como a energia nuclear, deve estar a serviço de todos e do bem comum”. E “as decisões sobre a tecnologia nunca devem ser separadas da consciência e da responsabilidade”. “A paz, e não apenas a ausência de guerra, é a justiça em ação. Mas quando a tecnologia enfraquece nosso senso crítico, a própria paz fica em risco. Desarmar, porém, não basta. Precisamos construir.” “Ninguém reconstrói sozinho” Esta última indicação, “reconstruir”, traz à tona outra lembrança da história para Robert Francis Prevost. A história mais recente e pessoal de seus anos de missão no Peru. Especificamente, 2017, quando chuvas torrenciais e inundações causadas pelo El Niño atingiram o norte do país: “Muitas famílias viram suas casas engolidas pela lama, e o mesmo aconteceu com muitas estradas.” “Ali”, confidencia o Papa, “aprendi que reconstruir não significa simplesmente substituir o que foi destruído. Significa consertar laços, restaurar a confiança e reacender a esperança no futuro. Além disso, ninguém reconstrói sozinho.” Somente com uma visão integral a Inteligência Artificial poderá ser orientada para o bem comum. Somente juntos — quem projeta os sistemas e quem sofre suas consequências, os países mais ricos e os mais pobres, as instituições e os indivíduos, os centros de poder e as periferias — seremos capazes de construir um futuro não para poucos privilegiados, mas para toda a família humana. A sabedoria da Igreja Esta é a “civilização do amor”, proclamada com veemência por São Paulo VI e São João Paulo II. É por isso que a Igreja deseja, “com humildade e franqueza”, participar do diálogo sobre IA: “Não possuímos respostas técnicas, nem pretendemos substituir quem tem competência”, observa o Papa. “Mas contribuímos com uma sabedoria sobre o humano que o nosso tempo necessita desesperadamente: cada pessoa é única e insubstituível, um sujeito livre e

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VIII Semana Teológica 2026 | A Escuta e o Acolhimento: “Cristo, Mestre da Escuta e do Diálogo”

VIII Semana Teológica 2026 | A Escuta e o Acolhimento: “Cristo, Mestre da Escuta e do Diálogo” A Diocese de Mindelo e a Escola Universitária Católica de Cabo Verde (EU Católica) promovem, de 14 a 17 de abril de 2026, a VIII Semana Teológica, um momento de reflexão, formação e partilha que reunirá fiéis, agentes pastorais e estudiosos da teologia no Academia de Música JOTAMONT, sempre às 18 horas. A VIII edição da Semana Teológica realiza-se sob o tema “A Escuta e o Acolhimento: Cristo, Mestre da Escuta e do Diálogo”. Durante quatro dias, a partir da ilha de São Vicente, especialistas nacionais e estrangeiros conduzirão conferências e debates, partilhando a sua experiência e conhecimento para orientar a reflexão sobre a escuta, o diálogo e o acolhimento, valores essenciais para a vida da Igreja e da sociedade. O programa inicia-se no dia 14 de abril com uma sessão cultural e o discurso de abertura, dando lugar ao primeiro bloco temático intitulado “Antítese entre o Barulho e o Silêncio”. A conferência de abertura abordará “A Poluição Sonora: Perturbação e Obstáculo à Sã Convivência Social”, tendo como conferencista a Dra. Vera Figueiredo e como moderador o Tenente-Coronel José António da Graça. No segundo dia, 15 de abril, o destaque será “O Silêncio, Via de Encontro com Deus”, com a participação online do Cardeal Seán Patrick O’Malley (Arcebispo Emérito de Boston) e moderação do Vigário-Geral da Diocese de Mindelo, Pe. Lino Paulino. Ainda neste dia, inicia-se o segundo bloco, centrado na escuta e no diálogo. Marcelo Rebelo de Sousa (ex-Presidente da República de Portugal) proferirá a terceira conferência, intitulada “O Imperativo da Escuta em Tempo Pós-Pascal com a Inspiração de Leão XIV”, com moderação do Dr. Nuno Ferreira. O terceiro dia, 16 de abril, trará uma abordagem mais pastoral e prática, explorando a temática “Escutar para Acolher: Convergências entre a Escuta Terapêutica e o Acompanhamento Espiritual como Caminho de Discernimento”, com o conferencista Frei Moisés Borges e a moderadora Dra. Arminda Lima. No segundo momento do dia, o prelado de Mindelo, Dom Ildo Fortes, apresentará “O Método do Diálogo no Espírito para uma Igreja Sinodal”, com moderação do Frei José Pires. A programação encerra no dia 17 de abril com uma mesa-redonda dedicada às “Experiências de Acolhimento da Igreja e da Sociedade”, reunindo representantes de diversas instituições, com moderação da Dra. Maria de Conceição Gomes. O evento culminará com o discurso de encerramento. A VIII Semana Teológica reafirma, assim, o compromisso da EU Católica e da Diocese de Mindelo em promover espaços de formação e reflexão que respondam aos desafios contemporâneos, inspirados na mensagem de Cristo e na missão de uma Igreja que escuta, acolhe e dialoga.

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Uma década e meia de serviço episcopal | Crónica

Uma década e meia de serviço episcopal | Crónica Ildo Augusto dos Santos Lopes Fortes nasceu na ilha do Sal, a 13 de dezembro de 1964, e foi batizado em 19 de Abril de 1965. Fez o Ensino Primario na ilha do Sal (1970/1975). Acompanhando os pais fez o Cíclo Preparatório e parte de Escola Secundária nos Açores-Portugal (1975/1980). Concluiu o Ensino Secundário em Lisboa em 1986. Aos 19 anos ingressou no Seminário Maior de Caparide e depois continuou os estudos eclesiásticos nos Seminários Maiores de Almada e Cristo Rei dos Olivais, do Patriarcado de Lisboa. Frequentou os cursos de teologia sistemática e de direito canónico, obtendo a licenciatura em teologia pela Universidade Católica Portuguesa. Foi ordenado sacerdote em 29 de novembro de 1992, sendo incardinado no Patriarcado de Lisboa. Em 1992 foi assistente do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e vigário paroquial de São João de Deus. Em 1996 foi nomeado pároco de São João da Talha (Loures); em 2000 acumula a paróquia da Bobadela e em 2002 foi nomeado também Administrador Paroquial de Sacavém. De 2000 a 2005 foi vigário da Vigararia de Sacavém. A pedido do então Bispo de Mindelo, Dom Arlindo Furtado, através de uma missiva enviada ao Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José da Cruz Policarpo, e com o consentimento do padre Ildo Fortes, este realizou a primeira missão na Diocese do Mindelo de 2005 a 2007, como pároco de São Vicente. Chegou à ilha de São Vicente em Dezembro de 2005 e foi aqui que ele completou 41 anos. Veio com sonhos e expectativas como é normal a um jovem padre para uma Diocese recém-criada e com muitas dificuldades, a todos os níveis. Com pouco clero é verdade, mas com muita vontade, com “mãos cheias”, de fiéis capazes, dispostos e abertos a receber este jovem padre. Sem casa própria, uma comissão se encarregou de procurar uma residência. A primeira, na Rua 1 em Monte Sossego perto do local onde viria a ser edificada a Igreja Paroquial de São Vicente, por sinal rua mais movimentada da localidade, adicionada ao barulho 24 horas por dia, era difícil dormir quanto mais sonhar, só se fosse com os olhos abertos… que o diga o próprio. A segunda residência foi num primeiro andar de um edifício, hoje situado perto do Centro de Saúde de Monte Sossego, tendo também residido no Centro Paroquial Bom Pastor. Entre idas e vindas, mala para cima, mala para baixo, em 2008 a pedido do Patriarca de Lisboa o padre Ildo Augusto regressa a Lisboa onde assumiu a Paróquia de Carcavelos. Mais uma vez no mesmo ano, regressa a Mindelo para a segunda missão na Diocese do Mindelo como Pároco de São Vicente, chanceler da Diocese e assistente diocesano da Catequese. Foi membro do Colégio de Consultores e Professor na Escola de formação para diáconos permanentes. Este jovem padre, disponível e acostumado a ter a “mala sempre atás da porta”, (Cabo Verde/Portugal/Cabo Verde), desta foi de vez, ele tinha que vir à ilha de São Vicente. Nesta ilha o esperava um chamamento e uma missão maiores. Deus tinha um plano para ele assumir nesta Igreja local. No dia 25 de janeiro de 2011 o Papa Bento XVI nomeou-o bispo do Mindelo. Para o jovem padre calculamos que foi um “redemoínho”, um misto de sentimentos, decisões a tomar em “pares de dias”. Como não terá sofrido…, um sofrimento pelo peso da responsabilidade, mas ao memo tempo confiante em Deus, aliás sofrem todos os nomeados para a tal responsabilidade na Igreja. Certo é que o povo de Deus nestas ilhas rejubilou com a maravilhosa notícia nas ilhas do Barlavento e para São Vicente em particular que já conhecia esse Pastor, a sua dinâmica pastoral, o seu carinho, dedicação e empenho na formação dos leigos, bem como a sua proximidade e a sua delicadeza. Para dizer a verdade, nem tínhamos a noção do que era conhecer mais um Bispo depois de Dom Paulino Évora  que tinha orientado a única Diocese de Santiago de Cabo Verde de 21 de abril de 1975 a 22 de julho de 2009 e de ter Dom Arlindo Furtado por 4 anos nesta 1ª Diocese e ele, 1º Bispo para Mindelo. O padre Ildo Fortes recebeu a sagração episcopal a 3 de abril, na Igreja de São Vicente de Fora, pelas mãos de Dom José da Cruz Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, coadjuvado por Dom Arlindo Gomes Furtado, bispo de Santiago de Cabo Verde e Manuel José Macário do Nascimento Clemente, bispo do Porto. A sua entrada solene e tomada de posse na Diocese de Mindelo aconteceu no dia 9  de Abril de 2011, entre cânticos de alegria, numa celebração na Praça Dom Luís, em Mindelo. Já lá vão 15 anos desde essa decisão e empenho, com um clero que vai crescendo com a ajuda de Deus, na comunhão e amizade, com religiosos e religiosas empenhados na pastoral paroquial e diocesana, e com um povo de Deus que cresce na maturidade da fé. Dom Ildo Augusto dos Santos Lopes Fortes é filho de Estanislau Lopes Fortes e de Domingas do Espírito Santo Fortes. Nasceu a 13 de Dezembro de 1964, na freguesia de Nossa Senhora das Dores, Ilha do Sal, Cabo Verde. Que Deus continue a fazer maravilhas na vida do nosso Pastor e no seu ministério.

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Amoris laetitia: Papa convoca bispos do mundo para encontro sobre a família em outubro

Amoris laetitia: Papa convoca bispos do mundo para encontro sobre a família em outubro Leão XIV divulgou nesta quinta-feira (19/03) uma mensagem por ocasião dos 10 anos da Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris laetitia, um documento do Papa Francisco, “resultado de três anos de discernimento sinodal sustentados pelo Ano Santo da Misericórdia”, recordou Prevost sobre o processo de produção da “luminosa mensagem de esperança a respeito do amor conjugal e familiar” oferecida à Igreja pelo Pontífice argentino. Um aniversário para “render graças ao Senhor pelo impulso dado ao estudo e à conversão pastoral da Igreja” em relação a temas ligados à família, “dom de Deus e escola de valorização humana”, como ensina o próprio Concílio Vaticano II, porque através do Sacramento do matrimônio, “os cônjuges cristãos constituem uma espécie de ‘Igreja doméstica’, cujo papel é essencial na educação e transmissão da fé”. Com o impulso conciliar e a Exortação Apostólica Familiaris consortio, de São João Paulo II de 1981, e “tendo em conta ‘as mudanças antropológico-culturais’”, Papa Francisco “quis comprometer ainda mais a Igreja no caminho do discernimento sinodal”, como o fez durante a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a família de 2015 ao exortar a uma “‘escuta recíproca’ no meio do povo de Deus”, salientando que não é “‘possível falar da família sem interpelar as famílias’”. Os ensinamentos de Amoris laetitia Leão XIV, então, procurou elencar alguns “ensinamentos valiosos” da exortação de Francisco a serviço dos jovens, dos esposos e suas famílias que devem continuar sendo encorajados: a presença amorosa e misericordiosa de Deus inclusive diante de crises familiares; o convite para adotar ‘o olhar de Jesus’, estimulando incansavelmente o amor dentro de casa; o apelo a descobrir que o amor no matrimônio, real e limitado, ‘sempre dá vida’; a necessidade de criar novos caminhos pastorais e de reforçar a educação dos filhos, junto a uma Igreja que acompanha as famílias e procura promover a sua espiritualidade. O próprio Papa recordou durante o Jubileu da Esperança, ao afirmar aos jovens reunidos em Tor Vergata, em Roma, e, assim, às famílias das futuras gerações, sobre a importância de aprender com a “vocação ao matrimônio exatamente no reconhecimento da fragilidade”: “temos também de apoiar as famílias, em particular aquelas que sofrem tantas formas de pobreza e violência presentes na sociedade contemporânea”. A existência se renova constantemente no amor, afirmou o Pontífice, por isso “agradeçamos ao Senhor pelas famílias que, apesar das dificuldades e desafios, vivem ‘a espiritualidade do amor familiar […] feita de milhares de gestos reais e concretos’”. A gratidão de Leão XIV também foi dirigida aos pastores, agentes pastorais, associações de fiéis e movimentos eclesiais empenhados na pastoral familiar, tão essencial no “nosso tempo marcado por rápidas transformações”:  compromisso da Igreja nesse campo “deve ser renovado e aprofundado, para que aqueles que o Senhor chama ao matrimônio e à família possam viver o seu amor conjugal em Cristo e os jovens se sintam atraídos pela intensidade da vocação matrimonial na Igreja”.  Leia a íntegra da mensagem de Leão XIV pelos 10 anos de Amoris Laetitia   Bispos do mundo em outubro, no Vaticano E, no aniversário de 10 anos da Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris laetitia, do Papa Francisco, sob “a intercessão de São José, guardião da Sagrada Família de Nazaré”, Leão XIV convocou os bispos do mundo para encontro internacional no Vaticano sobre o tema da família: “Considerando as mudanças que continuam influenciando as famílias, decidi convocar, para outubro de 2026, os presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, a fim de proceder, na escuta recíproca, a um discernimento sinodal sobre os passos a dar na transmissão do Evangelho às famílias de hoje, à luz da Amoris laetitia e levando em conta o que se está realizando nas Igrejas locais.” O Jubileu das Famílias no início de junho de 2025, no Ano da Esperança   (@Vatican Media) In Vatican News

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Igreja de São Roque reaberta após obras de restauração

Igreja de São Roque reaberta após obras de restauração A localidade do Rabil, na ilha da Boa Vista, viveu esta terça-feira 17 de março, um momento de grande significado religioso, cultural e comunitário com a reabertura oficial da Igreja de São Roque, após um processo de restauração que devolveu ao templo a sua estrutura e valor histórico. A cerimónia, marcada por forte participação popular, contou com a presença do Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, que, num gesto simbólico, entregou as chaves do edifício reabilitado ao Bispo da Diocese de Mindelo, Dom Ildo Fortes. O acto solene teve início com a bênção da porta principal da Igreja, momento que simbolizou a reabertura do espaço tão esperado pela comunidade, mantendo viva uma tradição que atravessa mais de dois séculos de história. “Estamos a devolver à comunidade de Rabil uma parte essencial da sua história: a Igreja de São Roque completamente reabilitada”, disse no seu discurso, Augusto Veiga. A reabertura desse espaço religioso foi marcada por um ambiente de emoção e gratidão. Os fiéis, em grande número, participaram na celebração eucarística, presidida por Dom Ildo Fortes e concelebrada pelos padres Manuel Évora e Adriano Cabral. Durante a homilia, o bispo destacou a importância da preservação do património religioso e histórico, sublinhando que “as paredes desta Igreja guardam a memória de gerações inteiras e que cuidar de espaços como este é também preservar a identidade cultural do povo cabo-verdiano”, disse. A cerimónia terminou com uma mensagem de esperança e continuidade, reforçando o papel da Igreja de São Roque como espaço de encontro, fraternidade e espiritualidade para as gerações presentes e futuras. Datada de 1806, a Igreja de São Roque é considerada um dos principais marcos históricos e espirituais do Rabil. A sua restauração foi conduzida com o objectivo de conservar as características originais do edifício, garantindo simultaneamente melhores condições de segurança e acolhimento para os fiéis. O Governo de Cabo Verde, através do Ministério da Cultura e em parceria com o Instituto do Património Cultural (IPC), foi reconhecido pela comunidade local pelo empenho na recuperação desse património, considerado um símbolo da fé e da história de Rabil e da ilha da Boa Vista.

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Il cammino della speranza

Il cammino della speranza Por ocasião do 50° Aniversário da publicação do volume “Il cammino della speranza”, terá lugar em Roma-Itália no dia 25 de março de 2026, o lançamento dos pensamentos do Arcebispo François Xavier Nguyễn Văn Thuận, esses dirigidos aos seus fieis durante os longos anos da sua detenção na prisão devido à sua fé. Trata-se de um conjunto de reflexões, exortações e encorajamentos, posteriormente reunidos no volume, considerado o “testamento espiritual” do cardeal vietnamita, declarado Venerável pelo Papa Francisco.  “Se queres permanecer firme na fé, escolhe o caminho da esperança destinado à tua alma de discípulo de Cristo”, é um dos 1001 pensamentos. A Causa de Beatificação do Cardeal Văn Thuận e o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral que é Autor da Causa, em conjunto com o Dicastério para o Clero, a Editora Città Nuova e a Diocese de Roma, desejam honrar a memória do Cardeal vietnamita realizando uma Conferência intitulada “François Xavier Nguyễn Văn Thuận. Testemunha de esperança”. A Conferência pretende sublinhar a atualidade da figura do Cardeal Văn Thuận: um pastor fiel que soube transformar a experiência da prisão num espaço de oração, perdão e entrega, demonstrando como a luz do Evangelho pode vencer toda escuridão. A abertura dos trabalhos estará a cargo de Sua Eminência o Cardeal Baldassare Reina, Vigário-Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma. Serão oradores: Sua Eminência o Cardeal Michael Czerny, Prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral; o Dr. Waldery Hilgeman, Postulador da Causa de Beatificação do Cardeal Văn Thuận; Sua Eminência o Cardeal Lazzaro You Heung-sik, Prefeito do Dicastério para o Clero; e Sua Eminência. o Cardeal Luis Antonio Tagle, Pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização. De entre os muitos convidados, estará presente a senhora Élisabeth Nguyễn Thị Thu Hồng, irmã do Cardeal Văn Thuận. O evento que terá lugar na Sala dei Trattati Lateranensi, no Palazzo Apostólico Lateranense, das 16.00 às 17.30 horas, (horas de Roma), é aberto à imprensa, mediante solicitação de acreditação junto da Sala de Imprensa da Santa Sé, e estará disponível via streaming em língua italiana, com tradução simultânea para inglês, francês, espanhol, português, alemão e vietnamita.  

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Diocese de Mindelo disponibiliza texto do discurso do bispo na sessão solene dos 50 anos da Caritas

Diocese de Mindelo disponibiliza texto do discurso do bispo na sessão solene dos 50 anos da Caritas A Diocese de Mindelo disponibilizou publicamente o texto integral do discurso proferido por Ildo Fortes, Bispo de Mindelo e Presidente da Caritas Caboverdiana, durante a sessão solene comemorativa do 50.º aniversário da instituição. A intervenção teve lugar no Auditório da Assembleia Nacional de Cabo Verde, no dia 6 de março de 2026, reunindo autoridades nacionais, representantes da Igreja, parceiros institucionais e membros da rede Caritas. No seu discurso, o Bispo destacou o significado do jubileu de ouro da Caritas Caboverdiana como “uma história tecida de fé, entrega e esperança no coração do povo cabo-verdiano”, sublinhando que a missão da Caritas nasce do Evangelho e da vocação da Igreja para servir os mais pobres e vulneráveis. Ao recordar o percurso da instituição desde a sua fundação em 1975, Dom Ildo Fortes prestou homenagem a várias pessoas que marcaram o início e o desenvolvimento da organização, com destaque para Paulino Livramento Évora, primeiro bispo cabo-verdiano e figura determinante na criação da Caritas no país. O presidente da Caritas Caboverdiana destacou ainda o papel das comunidades, voluntários, parceiros e instituições públicas que, ao longo destas cinco décadas, contribuíram para a promoção da dignidade humana e para o apoio às populações mais vulneráveis nas diferentes ilhas do arquipélago. Na intervenção, marcada por diversas referências ao magistério da Igreja e às palavras de vários Papas, Dom Ildo Fortes reforçou que a caridade cristã deve ser vivida com humildade, respeito e proximidade, lembrando que “os pobres não se contam, abraçam-se”. Clique aqui para ler o texto integral do discurso proferido na sessão solene comemorativa dos 50 anos da Caritas Caboverdiana.

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