Dom Ildo Fortes

Uma década e meia de serviço episcopal | Crónica

Uma década e meia de serviço episcopal | Crónica Ildo Augusto dos Santos Lopes Fortes nasceu na ilha do Sal, a 13 de dezembro de 1964, e foi batizado em 19 de Abril de 1965. Fez o Ensino Primario na ilha do Sal (1970/1975). Acompanhando os pais fez o Cíclo Preparatório e parte de Escola Secundária nos Açores-Portugal (1975/1980). Concluiu o Ensino Secundário em Lisboa em 1986. Aos 19 anos ingressou no Seminário Maior de Caparide e depois continuou os estudos eclesiásticos nos Seminários Maiores de Almada e Cristo Rei dos Olivais, do Patriarcado de Lisboa. Frequentou os cursos de teologia sistemática e de direito canónico, obtendo a licenciatura em teologia pela Universidade Católica Portuguesa. Foi ordenado sacerdote em 29 de novembro de 1992, sendo incardinado no Patriarcado de Lisboa. Em 1992 foi assistente do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e vigário paroquial de São João de Deus. Em 1996 foi nomeado pároco de São João da Talha (Loures); em 2000 acumula a paróquia da Bobadela e em 2002 foi nomeado também Administrador Paroquial de Sacavém. De 2000 a 2005 foi vigário da Vigararia de Sacavém. A pedido do então Bispo de Mindelo, Dom Arlindo Furtado, através de uma missiva enviada ao Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José da Cruz Policarpo, e com o consentimento do padre Ildo Fortes, este realizou a primeira missão na Diocese do Mindelo de 2005 a 2007, como pároco de São Vicente. Chegou à ilha de São Vicente em Dezembro de 2005 e foi aqui que ele completou 41 anos. Veio com sonhos e expectativas como é normal a um jovem padre para uma Diocese recém-criada e com muitas dificuldades, a todos os níveis. Com pouco clero é verdade, mas com muita vontade, com “mãos cheias”, de fiéis capazes, dispostos e abertos a receber este jovem padre. Sem casa própria, uma comissão se encarregou de procurar uma residência. A primeira, na Rua 1 em Monte Sossego perto do local onde viria a ser edificada a Igreja Paroquial de São Vicente, por sinal rua mais movimentada da localidade, adicionada ao barulho 24 horas por dia, era difícil dormir quanto mais sonhar, só se fosse com os olhos abertos… que o diga o próprio. A segunda residência foi num primeiro andar de um edifício, hoje situado perto do Centro de Saúde de Monte Sossego, tendo também residido no Centro Paroquial Bom Pastor. Entre idas e vindas, mala para cima, mala para baixo, em 2008 a pedido do Patriarca de Lisboa o padre Ildo Augusto regressa a Lisboa onde assumiu a Paróquia de Carcavelos. Mais uma vez no mesmo ano, regressa a Mindelo para a segunda missão na Diocese do Mindelo como Pároco de São Vicente, chanceler da Diocese e assistente diocesano da Catequese. Foi membro do Colégio de Consultores e Professor na Escola de formação para diáconos permanentes. Este jovem padre, disponível e acostumado a ter a “mala sempre atás da porta”, (Cabo Verde/Portugal/Cabo Verde), desta foi de vez, ele tinha que vir à ilha de São Vicente. Nesta ilha o esperava um chamamento e uma missão maiores. Deus tinha um plano para ele assumir nesta Igreja local. No dia 25 de janeiro de 2011 o Papa Bento XVI nomeou-o bispo do Mindelo. Para o jovem padre calculamos que foi um “redemoínho”, um misto de sentimentos, decisões a tomar em “pares de dias”. Como não terá sofrido…, um sofrimento pelo peso da responsabilidade, mas ao memo tempo confiante em Deus, aliás sofrem todos os nomeados para a tal responsabilidade na Igreja. Certo é que o povo de Deus nestas ilhas rejubilou com a maravilhosa notícia nas ilhas do Barlavento e para São Vicente em particular que já conhecia esse Pastor, a sua dinâmica pastoral, o seu carinho, dedicação e empenho na formação dos leigos, bem como a sua proximidade e a sua delicadeza. Para dizer a verdade, nem tínhamos a noção do que era conhecer mais um Bispo depois de Dom Paulino Évora  que tinha orientado a única Diocese de Santiago de Cabo Verde de 21 de abril de 1975 a 22 de julho de 2009 e de ter Dom Arlindo Furtado por 4 anos nesta 1ª Diocese e ele, 1º Bispo para Mindelo. O padre Ildo Fortes recebeu a sagração episcopal a 3 de abril, na Igreja de São Vicente de Fora, pelas mãos de Dom José da Cruz Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, coadjuvado por Dom Arlindo Gomes Furtado, bispo de Santiago de Cabo Verde e Manuel José Macário do Nascimento Clemente, bispo do Porto. A sua entrada solene e tomada de posse na Diocese de Mindelo aconteceu no dia 9  de Abril de 2011, entre cânticos de alegria, numa celebração na Praça Dom Luís, em Mindelo. Já lá vão 15 anos desde essa decisão e empenho, com um clero que vai crescendo com a ajuda de Deus, na comunhão e amizade, com religiosos e religiosas empenhados na pastoral paroquial e diocesana, e com um povo de Deus que cresce na maturidade da fé. Dom Ildo Augusto dos Santos Lopes Fortes é filho de Estanislau Lopes Fortes e de Domingas do Espírito Santo Fortes. Nasceu a 13 de Dezembro de 1964, na freguesia de Nossa Senhora das Dores, Ilha do Sal, Cabo Verde. Que Deus continue a fazer maravilhas na vida do nosso Pastor e no seu ministério.

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Igreja de São Roque reaberta após obras de restauração

Igreja de São Roque reaberta após obras de restauração A localidade do Rabil, na ilha da Boa Vista, viveu esta terça-feira 17 de março, um momento de grande significado religioso, cultural e comunitário com a reabertura oficial da Igreja de São Roque, após um processo de restauração que devolveu ao templo a sua estrutura e valor histórico. A cerimónia, marcada por forte participação popular, contou com a presença do Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, que, num gesto simbólico, entregou as chaves do edifício reabilitado ao Bispo da Diocese de Mindelo, Dom Ildo Fortes. O acto solene teve início com a bênção da porta principal da Igreja, momento que simbolizou a reabertura do espaço tão esperado pela comunidade, mantendo viva uma tradição que atravessa mais de dois séculos de história. “Estamos a devolver à comunidade de Rabil uma parte essencial da sua história: a Igreja de São Roque completamente reabilitada”, disse no seu discurso, Augusto Veiga. A reabertura desse espaço religioso foi marcada por um ambiente de emoção e gratidão. Os fiéis, em grande número, participaram na celebração eucarística, presidida por Dom Ildo Fortes e concelebrada pelos padres Manuel Évora e Adriano Cabral. Durante a homilia, o bispo destacou a importância da preservação do património religioso e histórico, sublinhando que “as paredes desta Igreja guardam a memória de gerações inteiras e que cuidar de espaços como este é também preservar a identidade cultural do povo cabo-verdiano”, disse. A cerimónia terminou com uma mensagem de esperança e continuidade, reforçando o papel da Igreja de São Roque como espaço de encontro, fraternidade e espiritualidade para as gerações presentes e futuras. Datada de 1806, a Igreja de São Roque é considerada um dos principais marcos históricos e espirituais do Rabil. A sua restauração foi conduzida com o objectivo de conservar as características originais do edifício, garantindo simultaneamente melhores condições de segurança e acolhimento para os fiéis. O Governo de Cabo Verde, através do Ministério da Cultura e em parceria com o Instituto do Património Cultural (IPC), foi reconhecido pela comunidade local pelo empenho na recuperação desse património, considerado um símbolo da fé e da história de Rabil e da ilha da Boa Vista.

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Diocese de Mindelo disponibiliza texto do discurso do bispo na sessão solene dos 50 anos da Caritas

Diocese de Mindelo disponibiliza texto do discurso do bispo na sessão solene dos 50 anos da Caritas A Diocese de Mindelo disponibilizou publicamente o texto integral do discurso proferido por Ildo Fortes, Bispo de Mindelo e Presidente da Caritas Caboverdiana, durante a sessão solene comemorativa do 50.º aniversário da instituição. A intervenção teve lugar no Auditório da Assembleia Nacional de Cabo Verde, no dia 6 de março de 2026, reunindo autoridades nacionais, representantes da Igreja, parceiros institucionais e membros da rede Caritas. No seu discurso, o Bispo destacou o significado do jubileu de ouro da Caritas Caboverdiana como “uma história tecida de fé, entrega e esperança no coração do povo cabo-verdiano”, sublinhando que a missão da Caritas nasce do Evangelho e da vocação da Igreja para servir os mais pobres e vulneráveis. Ao recordar o percurso da instituição desde a sua fundação em 1975, Dom Ildo Fortes prestou homenagem a várias pessoas que marcaram o início e o desenvolvimento da organização, com destaque para Paulino Livramento Évora, primeiro bispo cabo-verdiano e figura determinante na criação da Caritas no país. O presidente da Caritas Caboverdiana destacou ainda o papel das comunidades, voluntários, parceiros e instituições públicas que, ao longo destas cinco décadas, contribuíram para a promoção da dignidade humana e para o apoio às populações mais vulneráveis nas diferentes ilhas do arquipélago. Na intervenção, marcada por diversas referências ao magistério da Igreja e às palavras de vários Papas, Dom Ildo Fortes reforçou que a caridade cristã deve ser vivida com humildade, respeito e proximidade, lembrando que “os pobres não se contam, abraçam-se”. Clique aqui para ler o texto integral do discurso proferido na sessão solene comemorativa dos 50 anos da Caritas Caboverdiana.

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Diocese de Mindelo divulga Aula Magna sobre a Sinodalidade

Diocese de Mindelo divulga Aula Magna sobre a Sinodalidade A Diocese de Mindelo divulgou recentemente, através da plataforma YouTube, o registo em vídeo de uma Aula Magna dedicada à implementação do Sínodo sobre a Sinodalidade na Igreja local. A iniciativa procura partilhar com o público e com os fiéis o caminho que a diocese está a percorrer no processo sinodal.Na apresentação, o bispo da diocese explica como está a ser realizada a aplicação prática do Sínodo na realidade pastoral de Mindelo, destacando a necessidade de uma conversão pastoral e estrutural da Igreja. O responsável eclesiástico também partilha o testemunho da experiência vivida durante a assembleia sinodal realizada em Roma.Um dos pontos centrais da reflexão foi o método da “Conversação no Espírito”, apresentado como instrumento de discernimento comunitário. Este método incentiva a escuta atenta, o diálogo e a procura conjunta da vontade de Deus nas decisões e caminhos da Igreja.No vídeo também se sublinhou a importância de valorizar o papel do Povo de Deus no processo sinodal. Foi destacado que a Igreja deve caminhar de forma conjunta — bispos, sacerdotes, religiosos e leigos — promovendo uma participação mais ativa das comunidades na vida e na missão eclesial.Outro aspeto salientado foi o contributo dos leigos e das mulheres na construção de uma Igreja mais participativa e próxima das pessoas. A Aula Magna propõe, assim, uma Igreja de escuta, comunhão e corresponsabilidade.O processo inspira-se nas orientações do Concílio Vaticano II e no magistério do Papa Francisco, reforçando a ideia de uma Igreja sinodal que caminha unida.   https://www.youtube.com/watch?v=BCHsWFQMKTQ

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Bispo de Mindelo informa que Pe. Ricardo Monteiro já saiu de Jerusalém

Bispo de Mindelo informa que Pe. Ricardo Monteiro já saiu de Jerusalém O Bispo de Mindelo, Ildo Fortes, informou esta quinta-feira que o sacerdote Ricardo Monteiro, que se encontrava em Jerusalém para estudos bíblicos, já saiu do território afetado pela atual situação de guerra no Médio Oriente. Segundo a nota divulgada a partir de Mindelo, o sacerdote viajou esta manhã de autocarro para Sharm el-Sheikh, no Egipto, estando previsto que siga ainda hoje num voo da Força Aérea Portuguesa para a Ilha de Creta, na Grécia. Depois fará uma breve escala em Lisboa antes de regressar a Cabo Verde, onde permanecerá até poder retomar os estudos em Jerusalém. Na mensagem, o bispo agradece as manifestações de preocupação e pede oração pela paz na região. Clique aqui para ler a nota na íntegra

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Arranca na Diocese de Mindelo a implementação do Sínodo

Arranca na Diocese de Mindelo a implementação do Sínodo A Pró-catedral de Nossa Senhora da Luz, na ilha de São Vicente acolheu no sádado 28 de Fevereiro de 2026, uma “Aula Magna” sobre a Sinodalidade, um encontro que reuniu religiosos, religiosas, diáconos permanentes que vivem na ilha de São Vicente e um grande número de fiéis leigos deixando a Pró-catedral completamente cheia. Com este evento a Igreja diocesana abre a fase de implementação das directerizes do Sínodo. Orientou a Aula o Bispo de Mindelo que teve a oportunidade de participar nas sessões e quer que essa dinâmica sinodal seja vivida em uníssono em todas as comunidades. Durante cerca de 60 minutos transmitiu aos presentes o objectivo do Sínodo, partilhou a experiência dos trabalhos em Roma. O Documento Final explicou Dom Ildo oferece orientações claras para toda a Igreja e destaca alguns pontos centrais. Já no fim do encontro o prelado de Mindelo apresentou os desafios e caminhos para a Igreja local. O mesmo reconhece que nas paróquias existem falhas que precisam ser reparadas. Dom Ildo Fortes quer uma pastoral mais activa nas 17 paróquias. O Dia da Igreja Diocesana, um momento marcante de união para toda a comunidade. Momento eclesial forte e de comunhão onde todas paroquias que compõe a Diocese estiveram em sintonia com o prelado de Mindelo através da Rádio Maria, da página do Facebook e via Zoom. A anteceder esse evento uma missa foi celebrada e presidida pelo Bispo de Mindelo bem participada e contou ainda com a presença dos dois leigos do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral que estão por estes dias em Cabo Verde participando na celebração dos 50 anos da Caritas Nacional. Esse tempo de reflexão aconteceu também num dia em que Dom Arlindo Gomes Furtado, agora Bispo Emérito de Santiago e Cardeal, entrava solenemente em 2004, na Diocese de Mindelo, criada pelo saudoso Papa João Paulo II e tomava posse canónica, tornando-se o primeiro Bispo desta Igreja local. Um dia de celebração e de comunhão. Sínodo, um dos acontecimentos mais relevantes para a Igreja nos últimos anos, convocado pelo Papa Francisco e vivido por milhões de católicos em todo o mundo.

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A Editora Paulus poderá em breve fazer uma publicação sobre a história do Escravo Manuel, já fez saber o Bispo de Mindelo

A Editora Paulus poderá em breve fazer uma publicação sobre a história do Escravo Manuel, já fez saber o Bispo de Mindelo. Dom Ildo Fortes numa recente entrevista à Rádio Maria em Cabo Verde expressou a sua vontade de Cabo Verde vir a ter brevemente em mãos um livro que pode ajudar a acelerar o processo de canonização do servo da Virgem de Luján, Manuel Costa de los Ríos, popularmente conhecido como o “Negro Manuel” ou “Escravo Manuel”. Um livro que conta a história deste homem de Deus que foi baptizado em Cabo Verde antes de partir para Pernambuco no Brasil e depois para Argentina. Uma vez que Roma já deu por completo o processo entregue, em Novembro de 2024, ao Dicastério para as Causas dos Santos pelo Arcebispo de Mercedes-Luján na Argentina, Dom Jorge Scheinig. Esse compêndio documental entregue no Vaticano dá conta do testemunho de fé deste servo de Deus e da Virgem de Luján, padroeira da Argentina. As duas dioceses de Santiago e de Mindelo não descartam a hipotese de organizarem em conjunto com a diáspora, uma peregrinação ao túmulo do possível santo, na Argentina, dentro do quadro das celebrações dos 500 anos da criação da Diocese de Santiago e 30 da Diocese de Mindelo previstas para 2033.

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Cabo Verde: Imigração «fragiliza» sociedade que está a perder mão-de-obra

Cabo Verde: Imigração «fragiliza» sociedade que está a perder mão-de-obra D. Ildo Fortes participa no XVI Encontro de Bispos dos Países Lusófonos com expetativa de «desenvolver maior cooperação nível social» Foto: Lusa Lisboa, 11 set 2025 (Ecclesia) – D. Ildo Fortes, bispo do Mindelo disse hoje que a imigração está a “fragilizar” a sociedade cabo-verdiana, que perde mão-de-obra “nas áreas do turismo e construção” e pede que esta situação seja “equacionada”. “Em Cabo Verde temos assistido, nos últimos anos, a uma demanda enorme, que também merece uma reflexão porque deixa o nosso país numa situação de fragilidade. Estamos a ficar numa situação periclitante em relação ao turismo, a nível da restauração, a nível de técnicos de construção civil, carpinteiros. Está a sair muita gente, então isso precisava de ser equacionado”, explica à Agência ECCLESIA. O responsável dá conta de um país “assolado pelas secas permanentes”, com pouca produção e de onde “se sai muito” para procurar “melhores condições de vida”: “É um direito das pessoas”. “Os países têm feito acordos para facilitar a mobilidade entre as pessoas, então é normal que efetivamente isso possa acontecer. Nos países de acolhimento, onde eles se encontram, é importante que a sua identidade se mantenha, ao mesmo tempo que haja integração. Este encontro dos bispos lusófonos é uma boa ocasião para se pensar sobre o problema da imigração”, indica. Decorre, entre Lisboa e Fátima, o XVI Encontro de Bispos dos Países Lusófonos, reunindo responsáveis católicos de oito nações até sexta-feira, sendo esta uma ocasião para estreitar colaborações, partilhar ajudas e sintonias, para além da já existente na “formação sacerdotal e laical”. “Penso que há ainda espaço para desenvolver maior cooperação também a nível social. Podemos criar dinâmicas se sentarmos e partilharmos desafios, preocupações, dificuldades, mas também as esperanças e caminhos que podemos procurar juntos. Acredito que o encontro este ano, até pelo tema que nos traz aqui, pode verdadeiramente traduzir-se em formas de ajuda visíveis”, sustenta. Foto: Agência ECCLESIA/MC O bispo do Mindelo assinala a importância dos encontros entre responsáveis como sinal de diálogo e partilha para o mundo. “Neste mundo marcado por tensões, por conflitos, por guerras, por violências, aquilo que foi o sínodo dos bispos é mesmo um sinal de que a Igreja tem que fazer a diferença. A Igreja é um instrumento de paz, de fraternidade, e eu penso que mais do que nunca, talvez nos nossos dias e no mundo, neste século XXI, as Igrejas, nas suas diversas instâncias, podem fazer a diferença mostrando que nós temos muito mais em comum”, reconhece. Pelo menos sete pessoas morreram na sequência de uma tempestade, que atingiu com maior intensidade a ilha cabo-verdiana de São Vicente, no dia 11 de gosto, causando inundações e danos materiais em estradas, ruas, habitações e outras infraestruturas. D. Ildo Fortes dá conta da ajuda e da identificação imediata por parte da Cáritas das situações que necessitavam de acompanhamento. “A Igreja não aparece só quando há uma catástrofe. A nossa Cáritas em Cabo Verde está muito estabelecida, não só a nacional, como as duas diocesanas e em todas as paróquias, temos instâncias da Cáritas. Muitas famílias que foram afetadas com a tempestade, com as grandes chuvas, já estavam sob a nossa alçada. A vocação da Igreja, a sua opção preferencial é pelos pobres. Daí que, no primeiro instante a Cáritas já tinha identificado algumas pessoas cuja casa desabou, ou a água entrou de tal forma que ficaram sem os seus haveres, camas, roupas, utensílios”, afirmou. Depois da ajuda de emergência, “organização de cestas básicas, refeições quentes, roupas”, as pessoas regressaram às suas casas, mostrando a “esperança que os habita”. Apesar disso, D. Ildo Fortes aponta “assimetrias” numa sociedade pobre, num país onde escasseia chuva. “Nestes 50 anos de independência, o fosso centro de ricos e de pobres aumentou-se. Nós temos muitas pessoas que vivem bem, e é verdade, o nosso contexto é uma referência entre sistemas políticos, mas os pobres crescem. A Igreja tem um trabalho regular, sobretudo nas ilhas mais rurais, em Santiago, em Santo Antão, no Fogo, há um trabalho intenso com os pobres, para investir na sua autonomia: ajudamos, por exemplo, as pessoas a cultivarem sua terra, a oferecer os meios de rega gota a gota, a criarem os seus animais, a ter pequenas empresas. Mas hoje há outras formas de pobreza: pessoas em condições infra-humanas, o álcool é um problema enorme, a droga também, muitas jovens em idade escolar que engravidam. É preciso trabalhar essa pobreza humana”, finaliza. In Agência Ecclesia

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Carta Pastoral 2025–2026: “No Caminho da Escuta e do Acolhimento”

Carta Pastoral 2025–2026: “No Caminho da Escuta e do Acolhimento” Na Memória Litúrgica de Santo Agostinho, Dom Ildo Fortes, Bispo da Diocese de Mindelo, publicou a nova Carta Pastoral para o ano 2025–2026, propondo como lema pastoral “No Caminho da Escuta e do Acolhimento”. Esta carta aponta para o segundo ano do quinquénio pastoral rumo ao Jubileu de Prata da Diocese (2028/2029) e convida toda a comunidade a viver com mais profundidade a escuta e o acolhimento como atitudes essenciais da fé cristã. Inspirado pela espiritualidade de Santo Agostinho, São João da Cruz e pelo magistério do falecido Papa Francisco e do novo Papa Leão XIV, Dom Ildo propõe um caminho de esperança, mesmo em tempos difíceis, como os vividos recentemente com as chuvas intensas que afetaram várias ilhas da nossa Igreja. Dom Ildo encerra a carta com um apelo à vivência deste tempo como um verdadeiro Kairos, um tempo de graça e amadurecimento espiritual. Que Maria, Consoladora dos Aflitos e Mãe da Esperança, interceda por todos os peregrinos desta Igreja diocesana. Para ler a carta pastoral clique aqui

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