A Liturgia não é, portanto, um simples conjunto de ritos ou cerimónias. Nela, a Igreja celebra e torna presente sacramentalmente o Mistério Pascal de Cristo; nela, o povo de Deus é reunido, alimentado pela Palavra e pelo Corpo e Sangue do Senhor e enviado a viver aquilo que celebrou. [...] Quando celebramos com verdade e participamos ativamente na Eucaristia, a nossa fé fortalece-se e somos introduzidos mais profundamente no Mistério de Cristo; aprendemos a reconhecer a sua presença na Palavra proclamada, na assembleia reunida, no ministro que preside e, de modo eminente, nas espécies eucarísticas do Pão e do Vinho consagrados. [Carta Pastoral para o ano pastoral 2026-27]
Na verdade, é o Espírito Santo, com a sua presença perene no caminho da Igreja, que irradia nos crentes a luz da esperança: mantém-na acesa como uma tocha que nunca se apaga, para dar apoio e vigor à nossa vida. Com efeito a esperança cristã não engana nem desilude, porque está fundada na certeza de que nada e ninguém poderá jamais separar-nos do amor divino: «Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? (…) Mas em tudo isso saímos mais do que vencedores graças Àquele que nos amou. (...)» ( Rm 8, 35.37-39). [Spes non confundit 3b]
Ao afirmar que Deus está morto, é o homem quem se perde: se Deus não está com ele, o homem já não tem salvação e perde o sentido da existência, que se reduz a um beco sem saída ou ao nada. Pelo contrário, quem diz «Para mim, viver é Cristo» experimenta exatamente o oposto. Em Cristo, sabemos que Deus nunca é indiferente ao homem! Por meio de Jesus, crucificado e ressuscitado, Ele dá a sua própria vida, para que nós vivamos. Eis, então, a forma de anunciar Cristo que conjuga coragem e respeito: anunciá-lo como Evangelho da salvação, como palavra de verdade e vida. Este Evangelho é boa notícia para todos, anúncio libertador e regra de vida nova. [Vigília de oração, 25 de Setembro de 2026]