Igreja Católica

Discussão sobre Bioética e Equidade na Saúde Global encerra o III Simpósio Internacional da EU Católica em Cabo Verde

Discussão sobre Bioética e Equidade na Saúde Global encerra o III Simpósio Internacional da EU Católica em Cabo Verde. De 16 a 18 de outubro, a Escola Universitária Católica de Cabo Verde (EU Católica) promoveu o III Simpósio Internacional com o tema “Filosofia e Bioética: Desafios Éticos na Medicina e na Investigação Científica no Século XXI”.Durante três dias, em simúltâneo na Praia, ilha de Santiago e em Mindelo, na ilha de São Vicente, 15 renomados conferencistas nacionais e internacionais discutiram questões cruciais relacionadas à saúde global, com destaque para os painéis sobre Bioética, Biodireito e Justiça Social e Equidade na Saúde Global, tema do terceiro e último dia do evento. Assuntos que trouxeram discussões como o acesso a terapias inovadoras, a ética na saúde reprodutiva e os desafios trazidos pela pandemia. A sessão de abertura foi presidida pelo Grão Chanceler da EU Católica, bispo de Cabo Verde e cardeal Dom Arlindo Furtado e pelo Ministro da Saúde, Jorge Figueiredo.A cerimónia contou ainda com a presença do Ministro da Administração Interna e de diversas personalidades da sociedade civil, administração pública e academia.A conferência inaugural coube ao Padre Carlos César Chantre, que abordou os “Fundamentos Filosófico-Teológicos da Bioética Cristã”.Segundo os organizadores, o evento gerou debates profundos sobre cuidados paliativos e o impacto das narrativas dos pacientes na tomada de decisões clínicas.Aconteceu durante o evento a apresentação do livro “Teologia Política da Fé, Humanismo Cristão e Ciências Religiosas”, uma compilação de trabalhos de vários pesquisadores que debatem temas relacionados à teologia política, humanismo cristão e ciências da religião, com o objetivo de preservar e divulgar essas contribuições. 

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Boavista com Igreja Paroquial requalificada

Boavista com Igreja Paroquial requalificada O primeiro Domingo de Outubro marcou o início de mais um Ano Pastoral na Paróquia de Santa Isabel, ilha de Boavista com a Igreja Matriz requalificada, agradável e acolhedora, respeitando de forma exigente, os traços arquitectónicos do edifício por ser um património. Trata-se de um sonho há muito acalentado pela comunidade católica.O pároco garante que a Igreja Paroquial que esteve em obras durante muito tempo para, preservar o património histórico e criar novos espaços para melhor atender as necessidades da comunidade, foi e será sempre um cartão de visita para nacionais e turistas que por lá passam. Um valor acrescentado confirma o padre Adriano Cabral. O Conselho Pastoral Paroquial se reuniu para apreciar a carta pastoral e avançar propostas de actividades pastorais para melhor viver o ano, particularmente neste primeiro trimestre.A catequese foi também retomada com o acolhimento de crianças e adolescentes.“No caminho da escuta e do acolhimento”, é o lema da Diocese para este novo ano pastoral. Recorda-se que se trata do título da carta pastoral que o Bispo de Mindelo Dom Ildo Fortes escreveu para estimular e orientar os fiéis na vivência da fé deste ano2025/2026.À comunidade paroquial, o Padre Adriano Cabral faz um convite. A Igreja Paroquial de Santa Isabel que está localizada na cidade de Sal Rei, na ilha da Boa Vista, onde a Igreja Matriz é um importante marco histórico, com uma arquitetura simples do século XIX, e serve como centro para a comunidade católica local. 

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Diocese de Santiago: Seminário inicia Ano Académico

Diocese de Santiago: Seminário inicia Ano Académico O Seminario de São José, na ilha cabo-verdiana de Santiago iniciou em 30 de Setembro o ano lectivo 2025/2026 com reuniões iniciais de formação. A exemplo da vida dos santos Italianos Giorgio Frassatti e Carlo Acutis recentemente canonizados, o Seminário prioriza a Eucaristia e a prática da devoção do terço do rosário e a partir daí organizar toda a vida espiritual, fez saber o Reitor daquela instituição o padre José Ávaro Borja. Um ano que começa com sete seminaristas da Diocese de Santiago e um da Diocese de Mindelo, todos na fase propedéutica e discipular. Numericamente fraco, lamenta o Reitor. Os sete entram este ano em contacto com a Universidade Católica para o estudo filosófico.Aos jovens cabo-verdianos o Padre José Álvaro Borja recomenda uma vida de oração e aos baptizados em geral terem uma prepectiva missionária em vista a um melhor ambiente social e eclesial. A Diocese de Santiago conta com mais quatro seminaristas maiores no último ano de Teologia em Braga, Portugal.O Seminário de São José situada na cidade da Praia, ilha de Santiago, foi fundado em 7 de Outubro de 1957 pelo Bispo Goês, Dom José do Carmo Colaço.

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Peregrinos da Diocese de Mindelo, revigorados na fé já regressaram à Cabo Verde

Peregrinos da Diocese de Mindelo, revigorados na fé já regressaram à Cabo Verde No âmbito do Jubileu de Esperança  que decorre ao longo deste ano de 2025, peregrinos da Diocese de Mindelo juntamente com o Bispo, Dom Ildo Fortes se deslocaram à Roma, Itália para celebrar o nascimento de Jesus Cristo, no centro da catolicidade.O sentimento ao percorrer as estradas, os lugares importantes da História da Igreja, revigora a fé do cristão, sentimento unânime.Entrar pelas Portas Santas, percorrer as quatro Basílicas principais, a Escada Santa, visitar as catacumbas de São Calixto, ouvir falar do santo Pier Giorgio Frassati, em Assis, encontrar com os Santos Francisco, Clara e Carlo Acutis, escutar as histórias, visitar a Rádio Vaticano e na Praça São Pedro serem saudados pelo Papa Leão XIV, foram momentos de graça, revelaram 3 dos 36 peregrinos que já regressaram á Cabo Verde.Lúcia Gracia da ilha do Fogo e residente na ilha do Sal diz regressar com a alma cheia que não consegue explicar. Experiência única, uma mistura de emoções diz outra peregrina Maria Rodrigues da ilha de Santo Antão encantada por estar em Roma 25 anos depois. Ela desenha a sensação de comunhão eclesial. Gratidão a Deus, expressa Neusa Semedo, peregrina pela primeira vez. A mesma faz questão de marcar presença nas próximas, organizadas pela Diocese de Mindelo. Lúcia Garcia, Maria Rodrigues e Neusa Semedo com testemunhos da peregrinação jubilar 2025 que aconteceu de 19 a 27 de Setembro com um itinerário: Roma e Assis, na Itália.Fátima, onde os cristãos têm Mãe e Santarém em Portugal também receberam os peregrinos que visitaram e celebraram na Basílica do Milagre Eucarístico, onde São Carlo Acutis também esteve.Peregrinação numa altura em que a Igreja de Jesus Cristo em Cabo Verde caminha para a celebração dos 500 anos da criação de Diocese de Santiago e 30 anos da Diocese de Mindelo em 2033, renovando, fazendo memória mas, com os olhos postos no futuro, em relação à evangelização.

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«Dilexi Te»: Primeira exortação de Leão XIV assume legado social de Francisco

«Dilexi Te»: Primeira exortação de Leão XIV assume legado social de Francisco Papa reforça proposta de «Igreja pelos pobres e com os pobres», publicando documento preparado pelo seu antecessor Foto: Vatican Media Cidade do Vaticano, 09 out 2025 (Ecclesia) – Leão XIV publicou hoje a primeira exortação apostólica do pontificado, ‘Dilexi Te’, na qual assume o legado pastoral e social de Francisco, numa reflexão sobre a relação da Igreja com os pobres. “Em continuidade com a Encíclica Dilexit nos, o Papa Francisco, nos últimos meses da sua vida, estava a preparar uma exortação apostólica sobre o cuidado da Igreja pelos pobres e com os pobres, intitulada Dilexi te, imaginando Cristo a dirigir-se a cada um deles dizendo: Tens pouca força, pouco poder, mas «Eu te amei»”, explica o Papa, eleito a 8 de maio deste ano, pouco mais de duas semanas após a morte de Francisco (21 de abril). O título ‘Dilexi Te’ (Eu amei-te, em português) é retirado de uma passagem do último livro da Bíblia, o Apocalipse (Ap 3, 9). “Ao receber como herança este projeto, sinto-me feliz ao assumi-lo como meu – acrescentando algumas reflexões – e ao apresentá-lo no início do meu pontificado, partilhando o desejo do meu amado predecessor de que todos os cristãos possam perceber a forte ligação existente entre o amor de Cristo e o seu chamamento a tornarmo-nos próximos dos pobres”, escreve Leão XIV. A reflexão sublinha a “opção preferencial pelos pobres”, uma expressão que se generalizou na Igreja Católica a partir da América Latina – onde Francisco nasceu e onde o atual Papa foi missionário e bispo – como uma dimensão teológica, e não apenas social, na vida da Igreja. “A condição dos pobres representa um grito que, na história da humanidade, interpela constantemente a nossa vida, as nossas sociedades, os sistemas políticos e económicos e, sobretudo, a Igreja. No rosto ferido dos pobres encontramos impresso o sofrimento dos inocentes e, portanto, o próprio sofrimento de Cristo”, sustenta a encíclica. Na linha do seu antecessor, Leão XIV defende o ideal de uma Igreja humilde, fiel à sua vocação de serviço aos necessitados, inspirando-se em figuras como São Francisco de Assis e os membros das ordens mendicantes, surgidas no século XIII. “A Igreja é luz quando se despoja de tudo, a santidade passa por um coração humilde e dedicado aos pequenos”, refere, falando numa “revolução evangélica, na qual o estilo de vida simples e pobre se converte em sinal profético para a missão”. Jesus é um mestre itinerante, cuja pobreza e precaridade são sinais do vínculo com o Pai e são pedidas também a quem deseja segui-lo no caminho do discipulado, precisamente para que a renúncia aos bens, às riquezas e às seguranças deste mundo seja um sinal visível do ter-se confiado a Deus e à sua providência.” O Papa enfatiza que a Igreja deve assumir “uma decidida e radical posição em favor dos mais fracos”, num texto em que retoma a tradição bíblica e patrística (teólogos da antiguidade cristã), convidando a reconhecer os pobres como “carne de Cristo” e “modo fundamental de encontro com o Senhor da história”. “A caridade não é uma via opcional, mas o critério do verdadeiro culto”, aponta. A exortação apostólica assume críticas dentro e fora da Igreja a esta mensagem em defesa dos mais frágeis. “Observar que o exercício da caridade é desprezado ou ridicularizado, como se fosse uma fixação somente de alguns e não o núcleo incandescente da missão eclesial, faz-me pensar que é preciso ler novamente o Evangelho, para não se correr o risco de o substituir pela mentalidade mundana”, adverte o pontífice. Leão XIV sustenta que os pobres não são apenas destinatários de assistência, destacando a “necessidade de considerar as comunidades marginalizadas como sujeitos capazes de criar cultura própria”. Existem muitas formas de pobreza: a daqueles que não têm meios de subsistência material, a pobreza de quem é marginalizado socialmente e não possui instrumentos para dar voz à sua dignidade e capacidades, a pobreza moral e espiritual, a pobreza cultural, aquela de quem se encontra em condições de fraqueza ou fragilidade seja pessoal seja social, a pobreza de quem não tem direitos, nem lugar, nem liberdade”. O primeiro Papa da Ordem de Santo Agostinho, da qual foi responsável mundial, escreve que “numa Igreja que reconhece nos pobres o rosto de Cristo e nos bens o instrumento da caridade, o pensamento agostiniano permanece uma luz segura”. “Hoje, a fidelidade aos ensinamentos de Agostinho exige não só o estudo de suas obras, mas a predisposição para viver com radicalidade o seu apelo à conversão que inclui necessariamente o serviço da caridade”, indica. A ‘Dilexi Te’ está dividida em 121 pontos, com quase 60 citações de Francisco, entre as 129 notas do texto. “Devemos sentir a urgência de convidar todos a entrar neste rio de luz e vida que provém do reconhecimento de Cristo no rosto dos necessitados e dos sofredores. O amor pelos pobres é um elemento essencial da história de Deus conosco e irrompe do próprio coração da Igreja como um apelo contínuo ao coração dos cristãos, tanto das suas comunidades, como de cada um individualmente”, apela Leão XIV. Uma exortação apostólica é um documento formal do Papa dirigido principalmente aos católicos, sem se limitar a eles, cujo objetivo principal é orientar os destinatários sobre um tema específico – neste caso, “o amor para com os pobres” –, estimulando a reflexão e a ação. Uma exortação apostólica é um documento formal do Papa dirigido principalmente aos católicos, cujo objetivo principal é orientar os destinatários sobre um tema específico – neste caso, “o amor para com os pobres” -, estimulando a reflexão e a ação. Sem o peso oficial de uma encíclica, o documento papal mais solene, cada exortação apostólica é vista como um texto que expressa diretamente a visão do pontífice sobre o tema em análise. OC In Agência Ecclesia

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Uma cabo-verdiana entra hoje (07/10) no Mosteiro Trapista de Santa Maria

Uma cabo-verdiana entra hoje (07/10) no Mosteiro Trapista de Santa Maria A jovem Eva Rosário natural de Alto Mira Santo Antão ingressa hoje no Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja na localidade de Palaçoulo perto de Bragança- Norte de Portugal. Durante as suas férias pela sua terra natal deu um testemunho vocacional. É uma linda história, um testemunho autêntico de que a quem tem a Deus tem tudo, nada lhe falta só Deus basta! Rezemos por ela!https://youtu.be/d2IWFRSjYIs

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Santos Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos

Santos Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos Os anjos são, antes de mais, criaturas que vivem na presença de Deus. Contemplam sem cessar a sua glória e, a partir dessa comunhão, são enviados ao mundo como mensageiros e servidores. Neles descobrimos uma verdade fundamental: o céu e a terra não estão separados, mas unidos por um mesmo desígnio de amor. Os anjos recordam-nos que a nossa vida está chamada a elevar-se para o alto, sem deixar de caminhar no concreto da história. Entre eles, os arcanjos ocupam um lugar especial porque manifestam de maneira única a proximidade de Deus. Cada um traz no seu nome a marca do divino, esse “El” que significa “Deus”, como se toda a sua identidade estivesse inscrita n’Ele e orientada para o seu serviço. Não têm outra missão senão tornar Deus presente na vida dos homens e conduzir-nos até Ele. São Miguel é o defensor do mistério de Deus. O seu nome significa “Quem como Deus?”. Não é uma pergunta retórica, mas um grito de fé que proclama que nenhuma criatura, por mais perfeita que seja, pode igualar-se ao Criador. Miguel ensina-nos a reconhecer os ídolos que querem ocupar o lugar de Deus no nosso coração: o orgulho, o poder, o egoísmo. Diante deles, recorda-nos que só na humildade e na obediência a Deus encontramos a nossa verdadeira grandeza. São Gabriel é o mensageiro da esperança. Foi ele quem anunciou a Maria a Encarnação do Filho de Deus, e na sua palavra ressoou a fortaleza de Deus que irrompe na história. Gabriel convida-nos a escutar com docilidade a voz do Senhor, que continua a bater à porta do nosso coração. Como Maria, também nós somos chamados a dizer o nosso “Sim”, para que Cristo possa nascer e fazer-se presente no mundo através da nossa vida. São Rafael é a medicina de Deus. No livro de Tobias, apresenta-se como o anjo que cura as feridas, que devolve a vista ao cego e restitui a alegria à família. Ele lembra-nos que a salvação de Deus não é algo abstrato, mas toca as nossas feridas mais profundas. Todos carregamos cegueiras interiores, dores e fragilidades que só o amor de Deus pode sarar. Rafael convida-nos a deixar-nos tocar por essa medicina divina, para que, por nossa vez, possamos ser instrumentos de consolação e cura para aqueles que nos rodeiam. Os três arcanjos, cada um com a sua missão particular, mostram-nos que Deus nunca abandona o seu povo. Ele defende-nos, anima-nos e cura-nos. O seu serviço humilde e silencioso é também um apelo para nós: viver com o olhar voltado para o céu, sem nos desligarmos da terra; contemplar a Deus, sem deixar de servir os nossos irmãos. Hoje, ao recordá-los, não os olhamos como figuras distantes, mas como companheiros próximos no caminho. Eles ensinam-nos que a verdadeira força está na fé, que a verdadeira esperança brota da Palavra de Deus e que a verdadeira alegria nasce quando deixamos que o Senhor sare o nosso coração. Como Miguel, Gabriel e Rafael, aprendamos também nós a proclamar com a vida: “Só Deus basta, só Deus salva, só Deus cura”. Diácono Erson Patrik29 de Setembro de 2025

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Ordenação Diaconal na Catedral de Sevilha

Ordenação Diaconal na Catedral de Sevilha Neste dia 20 de setembro, a Igreja de Mindelo está em júbilo com o neodiácono Erson Patrik, que foi ordenado juntamente com os seus colegas de formação no Seminário Metropolitano de Sevilha. A cerimónia, presidida pelo arcebispo de Sevilha, D. José Ángel Saiz Meneses, teve lugar na imponente Catedral de Sevilha. O bispo diocesano, Dom Ildo Fortes, alguns familiares, amigos, seminaristas da diocese e membros da comunidade cabo-verdiana de Loulé quiseram testemunhar o rito de ordenação, que simboliza o compromisso do nosso novo diácono com a vida de serviço e dedicação à Igreja e à sociedade. Durante a homilia, D. José Ángel Saiz Meneses destacou a importância do diaconato na Igreja, enfatizando o papel dos diáconos como servos do povo de Deus, especialmente na proximidade com os mais necessitados. “O diaconato é um ministério de humildade, de serviço e de entrega total. Os novos diáconos estão chamados a ser sinais visíveis do amor de Cristo, especialmente no cuidado com os pobres, os enfermos e todos aqueles que se encontram à margem da sociedade”, afirmou o arcebispo. A festa após a celebração foi feita no seminário onde vivem o recém-ordenado e os seminaristas Elder Fortes e Ailton Morais, que contou com discursos, cantares e danças que tornaram presente toda a morabeza cabo-verdiana. O recém-ordenado vai terminar a sua última etapa formativa em Sevilha no ritmo proposto pela equipa formadora da Arquidiocese e, quando a concluir, regressará à diocese. Entretanto, rezemos pela sua vida e pelo seu ministério que começa hoje. Bendito seja Deus!

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Festa da Exaltação da Santa Cruz

Festa da Exaltação da Santa Cruz A Exaltação da Santa Cruz, celebrada a 14 de setembro, é uma festa cristã que comemora a Paixão de Jesus Cristo e o seu sacrifício redentor. A Cruz, longe de ser um símbolo de crueldade, é exaltada como o maior ato de amor de Deus pela humanidade, onde Cristo, por amor, esvaziou-se de sua divindade para sofrer e morrer, vencendo o pecado e a morte. Esta celebração destaca a Cruz como o troféu da vitória da Vida sobre o mal e a fonte de salvação para todos. A origem desta festa remonta ao século V, com a exposição do lenho da Santa Cruz para veneração pública após a dedicação da Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, em 13 de setembro de 335. Rapidamente acolhida pela Igreja Romana no século VII, a Exaltação da Santa Cruz tornou-se uma celebração solene em todos os ritos orientais e ocidentais. Conforme ensinam os santos, a Cruz é um símbolo de Salvação e Glória. Santo André de Creta descreve a Cruz como um troféu que dissipou as trevas, nos restituiu a luz e abriu as portas do inferno, atraindo a todos a Cristo. São João Crisóstomo exorta a não nos envergonharmos da Cruz, pois ela é a causa da nossa salvação e um sinal luminoso que aparecerá na glória de Cristo. São Paulo da Cruz convida os amigos do crucificado a celebrarem esta festa com alegria. A cruz é, portanto, o centro da nossa fé, o sinal que nos une a Cristo e nos dá esperança. Diácono Patrik Afonso13 de Setembro de 2025

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Cabo Verde: Imigração «fragiliza» sociedade que está a perder mão-de-obra

Cabo Verde: Imigração «fragiliza» sociedade que está a perder mão-de-obra D. Ildo Fortes participa no XVI Encontro de Bispos dos Países Lusófonos com expetativa de «desenvolver maior cooperação nível social» Foto: Lusa Lisboa, 11 set 2025 (Ecclesia) – D. Ildo Fortes, bispo do Mindelo disse hoje que a imigração está a “fragilizar” a sociedade cabo-verdiana, que perde mão-de-obra “nas áreas do turismo e construção” e pede que esta situação seja “equacionada”. “Em Cabo Verde temos assistido, nos últimos anos, a uma demanda enorme, que também merece uma reflexão porque deixa o nosso país numa situação de fragilidade. Estamos a ficar numa situação periclitante em relação ao turismo, a nível da restauração, a nível de técnicos de construção civil, carpinteiros. Está a sair muita gente, então isso precisava de ser equacionado”, explica à Agência ECCLESIA. O responsável dá conta de um país “assolado pelas secas permanentes”, com pouca produção e de onde “se sai muito” para procurar “melhores condições de vida”: “É um direito das pessoas”. “Os países têm feito acordos para facilitar a mobilidade entre as pessoas, então é normal que efetivamente isso possa acontecer. Nos países de acolhimento, onde eles se encontram, é importante que a sua identidade se mantenha, ao mesmo tempo que haja integração. Este encontro dos bispos lusófonos é uma boa ocasião para se pensar sobre o problema da imigração”, indica. Decorre, entre Lisboa e Fátima, o XVI Encontro de Bispos dos Países Lusófonos, reunindo responsáveis católicos de oito nações até sexta-feira, sendo esta uma ocasião para estreitar colaborações, partilhar ajudas e sintonias, para além da já existente na “formação sacerdotal e laical”. “Penso que há ainda espaço para desenvolver maior cooperação também a nível social. Podemos criar dinâmicas se sentarmos e partilharmos desafios, preocupações, dificuldades, mas também as esperanças e caminhos que podemos procurar juntos. Acredito que o encontro este ano, até pelo tema que nos traz aqui, pode verdadeiramente traduzir-se em formas de ajuda visíveis”, sustenta. Foto: Agência ECCLESIA/MC O bispo do Mindelo assinala a importância dos encontros entre responsáveis como sinal de diálogo e partilha para o mundo. “Neste mundo marcado por tensões, por conflitos, por guerras, por violências, aquilo que foi o sínodo dos bispos é mesmo um sinal de que a Igreja tem que fazer a diferença. A Igreja é um instrumento de paz, de fraternidade, e eu penso que mais do que nunca, talvez nos nossos dias e no mundo, neste século XXI, as Igrejas, nas suas diversas instâncias, podem fazer a diferença mostrando que nós temos muito mais em comum”, reconhece. Pelo menos sete pessoas morreram na sequência de uma tempestade, que atingiu com maior intensidade a ilha cabo-verdiana de São Vicente, no dia 11 de gosto, causando inundações e danos materiais em estradas, ruas, habitações e outras infraestruturas. D. Ildo Fortes dá conta da ajuda e da identificação imediata por parte da Cáritas das situações que necessitavam de acompanhamento. “A Igreja não aparece só quando há uma catástrofe. A nossa Cáritas em Cabo Verde está muito estabelecida, não só a nacional, como as duas diocesanas e em todas as paróquias, temos instâncias da Cáritas. Muitas famílias que foram afetadas com a tempestade, com as grandes chuvas, já estavam sob a nossa alçada. A vocação da Igreja, a sua opção preferencial é pelos pobres. Daí que, no primeiro instante a Cáritas já tinha identificado algumas pessoas cuja casa desabou, ou a água entrou de tal forma que ficaram sem os seus haveres, camas, roupas, utensílios”, afirmou. Depois da ajuda de emergência, “organização de cestas básicas, refeições quentes, roupas”, as pessoas regressaram às suas casas, mostrando a “esperança que os habita”. Apesar disso, D. Ildo Fortes aponta “assimetrias” numa sociedade pobre, num país onde escasseia chuva. “Nestes 50 anos de independência, o fosso centro de ricos e de pobres aumentou-se. Nós temos muitas pessoas que vivem bem, e é verdade, o nosso contexto é uma referência entre sistemas políticos, mas os pobres crescem. A Igreja tem um trabalho regular, sobretudo nas ilhas mais rurais, em Santiago, em Santo Antão, no Fogo, há um trabalho intenso com os pobres, para investir na sua autonomia: ajudamos, por exemplo, as pessoas a cultivarem sua terra, a oferecer os meios de rega gota a gota, a criarem os seus animais, a ter pequenas empresas. Mas hoje há outras formas de pobreza: pessoas em condições infra-humanas, o álcool é um problema enorme, a droga também, muitas jovens em idade escolar que engravidam. É preciso trabalhar essa pobreza humana”, finaliza. In Agência Ecclesia

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