8º DIA DA NOVENA

Deus faz-nos participar no Mistério da Encarnação

Do Evangelho Segundo São Mateus (Mt 1, 18-21)

18Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. 19José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. 20Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.»

MEDITAÇÃO: O Silêncio Forte de São José

     No relato do nascimento de Jesus, São José aparece quase sem palavras, mas com uma força interior que fala mais do que qualquer discurso. Ele vive um dos momentos mais delicados da sua vida: vê Maria grávida antes de viverem juntos. Humanamente, tudo parece confuso, doloroso e até impossível de compreender. E, mesmo assim, José não reage com ira, julgamento ou exposição pública. O Evangelho chama-o “justo”, e a justiça de José não é dureza de coração, mas fidelidade a Deus unida a uma ternura profunda.

         José pensa, pondera, reza antes de agir. Ele busca o caminho que preserve ao mesmo tempo a lei e a dignidade de Maria. É precisamente no silêncio da sua decisão sofrida que Deus lhe fala. Quando o coração de José está aberto, embora ferido, o anjo entra no seu sonho e revela um plano maior do que tudo o que ele poderia imaginar.

         A grandeza de José está em confiar. Não pede provas, não exige explicações. Apenas se levanta e faz o que Deus lhe pede: acolhe Maria, acolhe o Mistério, acolhe Jesus. A obediência de José nasce da confiança absoluta naquele que o chama. Ele torna-se guardião do Redentor e da Mãe do Redentor, não com palavras, mas com a coragem silenciosa que protege, sustenta e guia.

         Neste texto, descobrimos que a santidade de José está precisamente naquilo que muitas vezes parece pequeno:

– o silêncio que escuta;

– a justiça que não fere;

– a fé que age;

– a obediência que acolhe o impossível.

         Que São José nos ensine a deixar Deus entrar nos nossos sonhos e nas nossas decisões; a escolher sempre o caminho da misericórdia; e a confiar, mesmo quando não compreendemos tudo, que Deus está a realizar algo maior do que conseguimos ver.

Rezemos o Terço por todos os pais do nosso tempo.

Sugestões: Visitar uma grávida que precisa de ajuda.

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