Reflexão

1º DIA DA NOVENA: A vinda e a missão do Messias (Is 9, 1-7)

1º DIA DA NOVENA A vinda e a missão do Messias Do Livro do Profeta Isaías (Is 9, 1-7) 1O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras,mas uma luz brilhou sobre eles.2Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo;alegram-se diante de ticomo os que se alegram no tempo da colheita,como se regozijam os que repartem os despojos.3*Pois Tu quebraste o seu jugo pesado,a vara que lhe feria o ombro e o bastão do seu capataz,como na jornada de Madian.4*Porque a bota que pisa o solo com arrogânciae a capa empapada em sangue serão queimadas e serão pasto das chamas.5*Porquanto um menino nasceu para nós,um filho nos foi dado; tem a soberania sobre os seus ombros,e o seu nome é:Conselheiro-Admirável, Deus herói,Pai-Eterno, Príncipe da paz.6*Dilatará o seu domínio com uma paz sem limites,sobre o trono de David e sobre o seu reino.Ele o estabelecerá e o consolidará com o direito e com a justiça,desde agora e para sempre.Assim fará o amor ardente do SENHOR do universo. MEDITAÇÃO             Este no primeiro dia da novena começa com esta mensagem de esperança do profeta Isaías. Abre-nos para prepararmos o nosso encontro com Deus. Um Deus, que vem na humildade de um “Menino”, frágil, mas que na sua fragilidade carrega uma força admirável.  Força esta que não se manifestará no poder das armas e nem dos exércitos humanos, mas sim, no poder do Amor e da Misericórdia. A mensagem do Profeta é de Esperança. Não uma esperança qualquer. É uma Esperança que transforma a história do Homem e a reveste de um significado totalmente novo. Que faz ao homem regressar ao coração de Deus colocando em suas mãos toda a sua vida. Estes últimos dias do Advento e esta novena nos convida a “Ousar Esperar” confiantes de que Deus é o Senhor da nossa vida e da nossa história. Rezar o Terço Sugestões: Praticar uma Obra de Misericórdia. Meditar na Virtude Teologal: ESPERANÇA

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Comemoração de todos os fiéis defuntos

Comemoração de todos os fiéis defuntos Comunhão com os que já partiram e esperança na ressurreição O dia 2 de novembro reveste-se de um significado especial, pois é o dia em que o nosso pensamento de dirige aos nossos entes queridos que partiram deste mundo e dormem o sono da paz. Esta data está intimamente ligada à da comemoração de Todos os Santos, celebrada no dia anterior, 1º de novembro. O Missal Popular Dominical diz, na nota introdutória ao dia 2, que esta comemoração é «uma continuação lógica da festa de todos os santos». A Igreja convida-nos a honrar todos aqueles que já gozam da visão beatífica no céu, portanto os santos, canonizados ou não pela Igreja, mas também nos convida a rezar e a interceder por aqueles que, configurados a Cristo pelo batismo, ainda se encontram a purificar-se no purgatório, para que cheguem também eles à plena comunhão com o Senhor ressuscitado. A liturgia destes dois dias manifesta, deste modo, a plena comunhão entre a Igreja terrena (nós que peregrinamos ainda nesta pátria) e a Igreja celeste (inclusive aqueles que se purificam no purgatório enquanto aguardam pela contemplação do rosto de Deus!). Já no século II, há registros de que os cristãos rezavam e celebravam a Eucaristia pelos seus defuntos. Inicialmente, no terceiro dia após o sepultamento, depois no aniversário. Mais tarde, o sétimo dia, e o primeiro mês. O ano oficial é 998, quando o Abade Odilo de Cluny (994-1048) tornou obrigatória a celebração da Eucaristia no dia 2 de novembro em todos os mosteiros sob a sua jurisdição. Esta celebração da memória dos que já partiram, marcados pelo sinal da fé em Cristo Jesus, manifesta a nossa esperança da ressurreição, a firme certeza de que a morte é uma passagem para a verdadeira vida, a vida eterna. Portanto, «Não é um dia de luto e tristeza», mas «de esperança». Ao mesmo tempo é um momento para refletirmos sobre a transitoriedade da vida, sobre a nossa existência, a fim «aspirarmos às coisas do alto» (cf. Col 3, 1-3) e a não levarmos uma vida pequena, fútil, banal e superficial neste mundo. O vazio que gera comunhão Recordamos com afeto os que já partiram, recordamos a sua presença nas nossas vidas, o que eles eram e o que eles são para nós, o testemunho de fé que nos deixaram. Esta comemoração, contudo, não atravessa de forma indolor a nossa vida; ela nos coloca perante o vazio causado pela ausência das pessoas amadas: pais, cônjuges, filhos, irmãos, amigos. A memória dos nossos entes queridos é obscurecida pelas lágrimas: chorar faz parte da vida. Até Jesus chorou no túmulo de seu amigo Lázaro: «Ao vê-la [Marta] a chorar e os judeus que a acompanhavam a chorar também, Jesus suspirou profundamente e comoveu-se. […] Então Jesus começou a chorar» (cf. Jo 11, 33-35). Dietrich Bonhoeffer escreveu na prisão: «Nada pode substituir a ausência de uma pessoa amada; não há esforço a ser feito, apenas perseverar e suportar; isto pode parecer muito difícil à primeira vista, mas é ao mesmo tempo um grande consolo, porque, enquanto o vazio permanece aberto, permanecemos ligados uns aos outros por meio desse mesmo vazio. É falso dizer que Deus preenche o vazio; Ele não o preenche de forma alguma, mas o mantém expressamente aberto, ajudando-nos assim a preservar nossa antiga comunhão recíproca, mesmo na dor». E a dor sofrida nos coloca frente a frente com a realidade da morte, de toda morte, até mesmo da nossa. Gostaríamos de afastá-la, enquanto, em vez disso, ela se torna uma companheira de vida. A morte, não obstante toda a explicação científica, continua sendo um grande mistério, sobretudo quando procuramos entender o porquê da sua existência. Para o cristão, que não busca entender a morte do ponto de vista da ciência, a morte continua sendo um grande enigma. O que o cristão sabe sobre a morte? A pergunta nos deixa pensativos e perturbados. Certamente, o cristão sabe o que todos sabem: «A morte é uma passagem dolorosa e aniquiladora. […] É a maior violência que nos pode ser feita; uma derrota, um revés sem remédio, uma profunda contradição daquilo que somos chamados a ser e a viver. Algo que vem de fora, e não exatamente da vontade de Deus. Deus é o Senhor da vida: a morte não é sua, não lhe pertence, não tem origem nele» (S. Corradino). Não fomos criados para a morte, embora ela – como às vezes se diz – seja a única certeza da vida. No entanto, do nosso coração brota um poderoso desejo de permanência, de felicidade, de comunhão, de amor e de infinito. Fomos feitos para a vida e profundamente convencidos de que os valores da vida são fortes o suficiente para durar para sempre. Deus não criou a morte A Revelação, embora verdadeiramente sóbria sobre este assunto e de forma alguma induza a fantasias de qualquer tipo, confirma isso. No final do primeiro século a.C., o Livro da Sabedoria proclama: «Deus não é o autor da morte nem se compraz com a destruição dos vivos.  Pois Ele tudo criou para a existência. Deus criou o homem para a incorruptibilidade fê-lo à imagem do seu próprio ser.  Por inveja do diabo é que a morte entrou no mundo, e hão-de prová-la os que pertencem ao diabo» (Sb 1, 13-14; 2, 23-24). O texto alude à história da desobediência do homem no início da Bíblia: um evento ao qual os autores sagrados não retornaram, exceto no Livro da Sabedoria, pouco antes da vinda do Senhor. Com tons absolutamente novos, afirma-se que o homem não foi feito para morrer; no entanto, há uma ligação imediata entre a morte, o pecado e o demoníaco. Em uma história originalmente orientada para o bem e a luz, algo sombrio aconteceu que modificou o plano de Deus para a humanidade. Consequentemente, a morte não pode vir de Deus porque Deus é o Deus da vida. Santo Ambrósio, na sua reflexão sobre a morte corporal, afirma que «a morte não

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Santos Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos

Santos Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos Os anjos são, antes de mais, criaturas que vivem na presença de Deus. Contemplam sem cessar a sua glória e, a partir dessa comunhão, são enviados ao mundo como mensageiros e servidores. Neles descobrimos uma verdade fundamental: o céu e a terra não estão separados, mas unidos por um mesmo desígnio de amor. Os anjos recordam-nos que a nossa vida está chamada a elevar-se para o alto, sem deixar de caminhar no concreto da história. Entre eles, os arcanjos ocupam um lugar especial porque manifestam de maneira única a proximidade de Deus. Cada um traz no seu nome a marca do divino, esse “El” que significa “Deus”, como se toda a sua identidade estivesse inscrita n’Ele e orientada para o seu serviço. Não têm outra missão senão tornar Deus presente na vida dos homens e conduzir-nos até Ele. São Miguel é o defensor do mistério de Deus. O seu nome significa “Quem como Deus?”. Não é uma pergunta retórica, mas um grito de fé que proclama que nenhuma criatura, por mais perfeita que seja, pode igualar-se ao Criador. Miguel ensina-nos a reconhecer os ídolos que querem ocupar o lugar de Deus no nosso coração: o orgulho, o poder, o egoísmo. Diante deles, recorda-nos que só na humildade e na obediência a Deus encontramos a nossa verdadeira grandeza. São Gabriel é o mensageiro da esperança. Foi ele quem anunciou a Maria a Encarnação do Filho de Deus, e na sua palavra ressoou a fortaleza de Deus que irrompe na história. Gabriel convida-nos a escutar com docilidade a voz do Senhor, que continua a bater à porta do nosso coração. Como Maria, também nós somos chamados a dizer o nosso “Sim”, para que Cristo possa nascer e fazer-se presente no mundo através da nossa vida. São Rafael é a medicina de Deus. No livro de Tobias, apresenta-se como o anjo que cura as feridas, que devolve a vista ao cego e restitui a alegria à família. Ele lembra-nos que a salvação de Deus não é algo abstrato, mas toca as nossas feridas mais profundas. Todos carregamos cegueiras interiores, dores e fragilidades que só o amor de Deus pode sarar. Rafael convida-nos a deixar-nos tocar por essa medicina divina, para que, por nossa vez, possamos ser instrumentos de consolação e cura para aqueles que nos rodeiam. Os três arcanjos, cada um com a sua missão particular, mostram-nos que Deus nunca abandona o seu povo. Ele defende-nos, anima-nos e cura-nos. O seu serviço humilde e silencioso é também um apelo para nós: viver com o olhar voltado para o céu, sem nos desligarmos da terra; contemplar a Deus, sem deixar de servir os nossos irmãos. Hoje, ao recordá-los, não os olhamos como figuras distantes, mas como companheiros próximos no caminho. Eles ensinam-nos que a verdadeira força está na fé, que a verdadeira esperança brota da Palavra de Deus e que a verdadeira alegria nasce quando deixamos que o Senhor sare o nosso coração. Como Miguel, Gabriel e Rafael, aprendamos também nós a proclamar com a vida: “Só Deus basta, só Deus salva, só Deus cura”. Diácono Erson Patrik29 de Setembro de 2025

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Festa da Exaltação da Santa Cruz

Festa da Exaltação da Santa Cruz A Exaltação da Santa Cruz, celebrada a 14 de setembro, é uma festa cristã que comemora a Paixão de Jesus Cristo e o seu sacrifício redentor. A Cruz, longe de ser um símbolo de crueldade, é exaltada como o maior ato de amor de Deus pela humanidade, onde Cristo, por amor, esvaziou-se de sua divindade para sofrer e morrer, vencendo o pecado e a morte. Esta celebração destaca a Cruz como o troféu da vitória da Vida sobre o mal e a fonte de salvação para todos. A origem desta festa remonta ao século V, com a exposição do lenho da Santa Cruz para veneração pública após a dedicação da Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, em 13 de setembro de 335. Rapidamente acolhida pela Igreja Romana no século VII, a Exaltação da Santa Cruz tornou-se uma celebração solene em todos os ritos orientais e ocidentais. Conforme ensinam os santos, a Cruz é um símbolo de Salvação e Glória. Santo André de Creta descreve a Cruz como um troféu que dissipou as trevas, nos restituiu a luz e abriu as portas do inferno, atraindo a todos a Cristo. São João Crisóstomo exorta a não nos envergonharmos da Cruz, pois ela é a causa da nossa salvação e um sinal luminoso que aparecerá na glória de Cristo. São Paulo da Cruz convida os amigos do crucificado a celebrarem esta festa com alegria. A cruz é, portanto, o centro da nossa fé, o sinal que nos une a Cristo e nos dá esperança. Diácono Patrik Afonso13 de Setembro de 2025

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