Bispos de Cabo Verde, Senegal, Mauritânia e Guiné Bissau reúnem-se na Cidade da Praia

2021-11-09       Actualidade       Igreja  

  

A cidade da Paria, na ilha de Santiago acolhe, de 09 a 14 de novembro, a Conferência Episcopal Interterritorial, constituída pelos bispos de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Senegal e Mauritânia, e que vai ter em agenda, entre outros assuntos, a preparação de uma exortação para a Quaresma de 2022.

“Os encontros da Conferência são rotativos, cada ano numa diocese diferente. Este encontro estava previsto para Bafatá. Mas, infelizmente o bispo dessa diocese, Dom Pedro Zilli, faleceu vítima de Covid-19 meses atrás e o bispo de Santiago se ofereceu para acolher esta Sessão da Conferência”, disse o bispo de Mindelo, D. Ildo Fortes.
Do vasto programa que tem a ver com assuntos diversos da vida das 12 Dioceses, haverá o habitual encontro com o Núncio Apostólico, representante do Papa para estes quatro países da Região da África Ocidental. "O Núncio Apostólico para estes 4 países, virá de Dakar para participar um dia na jornada dos nossos trabalhos. Geralmente faz uma comunicação oficial aos bispos e partilha connosco alguns assuntos ligados à Santa Sé", adiantou Dom Ildo.
Segundo Dom Ildo, o encontro decorre "num clima de profunda amizade e comunhão eclesial, com muita alegria e sentido de corresponsabilidade e solicitude pastoral". 
Esta é a segunda vez que a Diocese de Santiago acolhe a Conferência Episcopal Interterritorial que acontece de dois em dois anos. E, termina no domingo com uma Missa na Pró-catedral Nossa Senhora de Nossa Senhora da Graça, presidida pelo Cardeal Dom Arlindo.
"Estão 9 bispos presentes. 6 são do Senegal, 1 da Guiné-Bissau, 2 de Cabo Verde, um padre, Administrador apostólica de Bafatá e o padre secretário. O bispo da Mauritânia por razões de saúde não pode estar presente", concluiu o prelado de Mindelo.

Conferência Episcopal
As Conferências Episcopais são organismos colegiais dos bispos de cada país. Em países pequenos ou de poucas dioceses, por vezes, as Conferências congregam bispos de mais de um país da mesma área. Como é o caso de Cabo Verde, que tem somente 2 bispos. 
Muitas Conferências Episcopais já existiam antes do Concílio Vaticano II. Mas foi a partir do Concílio que surgiu a maioria das Conferências no mundo. A eclesiologia do Concílio, de fato, destaca a responsabilidade de cada bispo no cuidado da Igreja particular que lhe está confiada. E todos os bispos juntos, tendo o Papa à frente, também são responsáveis pela Igreja inteira. É o princípio eclesial da “solicitude por todas as Igrejas” (sollicitudo omnium ecclesiarum), que faz com que eles, na comunhão colegial, promovam o bem de toda a Igreja, a começar daquela porção da Igreja que está em seu próprio país.
Os bispos reunidos em Conferências Episcopais devem promover a vida e a missão da Igreja no âmbito de sua Conferência, permanecendo firme que cada bispo responde pela própria diocese. Note-se que a Conferência é de bispos e não uma “confederação” de dioceses. A Conferência Episcopal presta ajuda às dioceses na evangelização, na coordenação e na animação da vida pastoral. Ela também tem a missão de traçar diretrizes para orientar e animar a vida eclesial, em comunhão com o Papa. Além disso, a Conferência possui competências legislativas em matéria de disciplina eclesiástica. Algumas normas do Direito Canónico são fruto da “legislação complementar” da Conferência Episcopal local. Em situações muito específicas, ela também pode assumir competências doutrinais. 



Fonte: Diocese de Mindelo

 



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