Author name: Diocese de Mindelo

Santa Maria acolherá neste verão ordenações diaconal e presbiteral da Diocese de Mindelo

Santa Maria acolherá neste verão ordenações diaconal e presbiteral da Diocese de Mindelo No próximo dia 20 de Julho será a vez da Paróquia Nossa Senhora das Dores do Sal a acolher as duas ordenações (diaconal e presbiteral) da Diocese de Mindelo. Será o prelado da Diocese, Dom Ildo Fortes, a presidir esta cerimonia de grande alegria para a Igreja de Mindelo. A celebração está prevista ter o seu início pelas 10h30, em Santa Maria. O seminarista Patrik Mendes Afonso de 27 anos vai ser ordenado diácono. Foi aluno do Seminário Maior Nossa Senhora da Graça na Arquidiocese de Olinda e Recife no Brasil. É agora estagiário na Paróquia de Santo António, Horta Seca, ilha de São Vicente. Para ler a biografia do seminarista Patrik Afonso. O diácono Eder Patrik Santos Silva de 35 anos, que foi ordenado diácono no passado dia 8 de dezembro, nessa mesma celebração, em que será ordenado diácono o seminarista Patrik Afonso, será ordenado sacerdote. Ele que foi aluno do Seminário Maior Cristo-Rei dos Olivais no Patriarcado de Lisboa em Portugal e do Seminário Maior Nossa Senhora da Graça na Arquidiocese de Olinda e Recife no Brasil. E desde que concluiu os estudos estagia na ilha do Sal. Para ler a biografia do diácono Eder Silva. Elevemos as nossas orações a Deus Nosso Pai, por estes rapazes, que serão futuros ministros da nossa Igreja de Mindelo!

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Patrik Afonso, que estudou no Brasil, será ordenado diácono

Patrik Afonso, que estudou no Brasil, será ordenado diácono Patrik Mendes Afonso, filho de Venâncio Afonso Piedade Carvalho e de Maria Conceição Teixeira Mendes, nasceu em 24 de agosto de 1997, na Freguesia de São Tiago Maior, Concelho de Santa Cruz, Ilha de Santiago. Iniciou os seus estudos primários na Escola Básica de Pólo nº 6, em Achada Fazenda. Deu continuidade aos estudos secundários na Escola Secundária Alfredo da Cruz Silva, em Santa Cruz, onde os concluiu no ano letivo de 2014/2015. Em 2015, frequentou, por alguns meses, uma formação profissional na área de eletricidade, no Centro de Formação Profissional de Santa Cruz. No mesmo ano, viajou para a Ilha da Boavista com o propósito de iniciar a sua vida profissional em hotéis. Nesta ilha, começou a ter acompanhamento vocacional na Paróquia de Santa Isabel, com o Diácono Benvindo (atual pároco da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, Ilha do Sal) e o Padre José Mário (atual reitor do seminário). No ano seguinte, em julho, participou do acampamento vocacional na ilha de São Vicente, em Quintinha de Madeiral. Dois meses depois, em setembro, ingressou no Seminário Menor Cristo Bom Pastor, na ilha de São Vicente, onde realizou as suas primeiras experiências com a comunidade e o ano propedêutico. Em fevereiro de 2018, foi enviado ao Seminário Arquidiocesano de Olinda e Recife, no Brasil, para dar continuidade aos seus estudos Filosóficos e Teológicos. Em 1 de novembro de 2020, Solenidade de Todos os Santos, foi admitido entre os candidatos às Ordens Sacras, na Catedral Metropolitana de Olinda e Recife, pelo Arcebispo Dom António Fernando Saburido, O.S.B. Em 21 de julho de 2021, foi instituído Leitor na Pró-Catedral de Nossa Senhora da Luz, Mindelo, São Vicente, pelo Bispo Dom Ildo Fortes. Em 8 de agosto de 2023, foi instituído Acólito no Oratório do Seminário Maior Cristo Rei dos Olivais do Patriarcado de Lisboa, também pelo Bispo Dom Ildo Fortes. Concluiu os seus estudos Teológicos na Universidade Católica de Pernambuco, com a apresentação do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em 5 de dezembro de 2024. Assim, finalizou o seu processo formativo no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Graça de Olinda e Recife. Em 6 de dezembro de 2024, regressou à Diocese de Mindelo, onde realiza estágio pastoral na Paróquia de Santo António, Horta Seca, Ilha de São Vicente, desde fevereiro de 2025.

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II Conselho Nacional dos bispos de Cabo Verde

II Conselho Nacional dos bispos de Cabo Verde Nos dias 10 e 11 de junho a Diocese de Santiago acolheu o II Encontro Nacional dos bispos de Cabo Verde, Dom Arlindo Furtado e Dom Ildo Fortes, bispos de Santiago e de Mindelo, respetivamente, acompanhados por mais dois sacerdotes de cada diocese, Pe José Eduardo, Pe Odair, Pe Lino Paulino e Pe Adriano Baptista, refletiram sobre temas pertinentes acerca da pastoral da Igreja de Cabo Verde. Antes de mais, foi proposta uma comissão inter-diocesana composta por dois padres, o Pe. José Mário (canonista e moderador da comissão), o Pe. Lourenço Moreira (canonista) para pensarem nos Estatutos para esta instância. Alguns assuntos abordados no primeiro encontro, que teve lugar em Mindelo em Maio de 2024, foram retomados em jeito de avaliação ou para ver qual a melhor maneira de lhes dar seguimento, tais como: a Pastoral na Diáspora, o acompanhamento e a formação permanente dos sacerdotes, a formação seminarística, o empenho laical na vida da Igreja a partir da Carta Pastoral dos Bispos da Conferência sobre o “Compromisso dos Leigos na Igreja e na Sociedade”, o Novo Missal Romano, a Comissão Nacional Justiça e Paz, e o Decénio Jubilar. Foram objecto de reflexão e discernimento outros assuntos, como a chegada dos muçulmanos em massa no país, os não crentes; áreas pastorais a ter em maior atenção, principalmente catequese, juventude, a Comissão Nacional Justiça e Paz; harmonização das normas e orientações para receção dos sacramentos nas duas dioceses; revisão de taxas e emolumentos; atualização dos títulos de propriedade no que toca aos edifícios e patrimónios da Igreja em Cabo Verde; a proposta de Normas de aplicação do Acordo Jurídico entre a Santa Sé e o Estado de Cabo Verde; os bispos foram informados da situação actual da Escola Universitária Católica, etc. No último dia do Encontro, houve uma conferência de imprensa no período da manhã e um podcast no período da tarde moderados pela assessora da Comunicação da Diocese de Santiago, Tiana Silva, e transmitidas pela Radio Nova Maria e pelas páginas de Facebook das dioceses.

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Tradução da bíblia para o crioulo

Tradução da bíblia para o crioulo No passado dia 11 de junho, no contexto do II Encontro Nacional dos bispos de Cabo Verde, os bispos de Cabo Verde deram uma conferência de imprensa, nas Instalações da Escola Universitária Católica de Cabo Verde, onde puderam abordar vários temas, alguns debatidos entre os bispos e os padres que os acompanharam e foram confrontados sobre diversas questões colocadas pelos jornalistas presentes. Um dos grandes destaques foi a tradução da Bíblia (Novo Testamento) para o crioulo. Os bispos apresentaram este projeto inovador da Igreja Católica em Cabo Verde: traduzir a Bíblia para o crioulo, de modo a tornar o texto sagrado mais acessível aos fiéis de Cabo Verde e da Diáspora. O projeto representa um desafio grande e que vai contar com uma equipa multidisciplinar. A iniciativa surge também no contexto de preservar e valorizar o crioulo como língua de comunicação e expressão cultural. A tradução permitirá que as Escrituras sejam compreendidas de maneira mais direta e profunda por aqueles que têm o crioulo como primeira língua. Segundo especialistas envolvidos no projeto, de ambas as dioceses, a tradução da Bíblia para o crioulo exige um trabalho meticuloso para garantir que o significado original dos textos seja mantido. Durante o Encontro foi apresentado já uma possível equipa de trabalho. Espera-se que até ao final do decénio de preparação para celebrar o Jubileu dos 500 anos da Diocese de Santiago, que está a decorrer, seja oferecida aos fiéis uma primeira versão deste projecto da Bíblia em crioulo. https://www.youtube.com/watch?v=bhjf0BxIiAE&pp=0gcJCd4JAYcqIYzv

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São Pedro com as chaves e a rede no Anel do Pescador de Leão XIV

São Pedro com as chaves e a rede no Anel do Pescador de Leão XIV No interior do Anel do Pescador está inscrito “Leão XIV” e, na parte externa, a imagem de São Pedro com as chaves e a rede. Isso pode ser visto na foto divulgada pelo Escritório das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, acompanhada de uma explicação. O Anel do Pescador – lê-se – será entregue ao Papa Leão XIV durante a celebração deste domingo, 18 de maio, para o início do Ministério Petrino. Nele está representada a imagem de São Pedro e é chamado “do Pescador” porque “Pedro é o apóstolo pescador que, tendo acreditado na palavra de Jesus, tirou da barca as redes da pesca milagrosa”. Tem o valor específico do anel-sigilo que autentica radicalmente a fé, tarefa confiada a Pedro de confirmar seus irmãos (cf. Lc 22, 32), tarefa que, portanto, é transmitida também ao Papa Leão XIV. Nesta sexta-feira, o Escritório das Celebrações Litúrgicas divulgou a imagem do Pálio que, juntamente com o Anel do Pescador, representam as insígnias episcopais “petrinas”. É “feito de lã branca, símbolo – lê-se na legenda que acompanha a foto – do bispo como bom Pastor e, ao mesmo tempo, do Cordeiro crucificado pela salvação da humanidade”. O Pálio é uma faixa estreita que se coloca sobre os ombros, por cima da casula, a vestimenta litúrgica. Tem duas tiras pretas pendentes à frente e atrás, é decorado com seis cruzes pretas de seda – uma em cada extremidade que desce sobre o peito e nas costas e quatro no anel que repousa sobre os ombros – e é adornado, à frente e atrás, com três alfinetes (acicula) que representam os três pregos da cruz de Cristo. In Vatican News

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Independência/50 Anos: Para Cabo Verde “não se põe” a pergunta se valeu a pena a independência – frei Fidalgo

Independência/50 Anos: Para Cabo Verde “não se põe” a pergunta se valeu a pena a independência – frei Fidalgo Cidade da Praia, 15 Mai (Inforpress) – O frei António Fidalgo, antigo director do jornal Terra Nova, tido como um “lutador pela democracia no País”, diz que, para Cabo Verde, a pergunta se valeu a pena a independência  “não se põe”. Em entrevista à Inforpress, a partir dos Estados Unidos de América, onde vive actualmente, é peremptório ao afirmar que, em relação a Cabo Verde, a questão se valeu a pena o País se tornar independente só se poderia colocar “se não tivesse conquistado, juntamente com a independência, também o pluralismo político, a alternância, e a democracia”.  “Temos de dar parabéns a Cabo Verde que, após vencer o partido único, já conseguiu três alternâncias a nível de governo e os presidentes da República não têm sido indivíduos de uma só cor política”, congratulou-se o frei Fidalgo, para quem Cabo Verde “continua a ser um exemplo para África e para vários países do mundo”. Acrescenta que, hoje, quando olha para a actualidade política dos Estados Unidos, acha que “Cabo Verde neste momento está melhor a nível, por exemplo, da questão da independência dos poderes legislativos, judiciais e executivos”. Na sua perspectiva, o país “está melhor, também, na questão da liberdade de expressão”. Frei Fidalgo muito cedo abraçou a causa da independência das antigas colónias portuguesas. Quando se lhe pergunta como surgiu o seu sonho independentista, responde neste termo: “Não é fácil entender essa minha opção de há 50 anos. Quando eu fui para Itália estudar Teologia, em 1968, levei uma mentalidade de colono. Para mim, estava tudo bem, e os que lutavam nas colónias pela independência, eram causadores de terror. Estava tudo bem, de Minho, passando por Cabo Verde, até chegar a Timor. Encontrei na Itália e em toda a Europa uma sociedade em ebulição. Fui tomando consciência de que afinal estava tudo errado na minha cabeça”. Revela que foi conhecendo a doutrina social da Igreja e descobriu que “o princípio da autodeterminação dos povos é um direito internacional também para a Igreja”. “Quando os lideres ´terroristas´ foram recebidos pelo então Papa Paulo VI, eu já estava completamente conscientizado. Inclusive enviei uma mensagem a Amílcar Cabral com um colega de Moçambique que fez questão de ir a Roma na altura”, pontuou o sacerdote, acrescentando ser natural que, voltando para Cabo Verde para ser ordenado padre, em , “não ficasse alheio ao que se passava nesse complicado momento de transição. Achei que não teria sido honesto comigo mesmo, se assumisse uma posição de neutralidade”. Foi assim que decidiu então aceitar a proposta para ser deputado, tendo em vista ajudar a conseguir “essa meta importante da independência”. “Padre e deputado? Não era propriamente uma novidade, apesar das reticências da minha igreja e das restrições que ela impunha nessa matéria”, sublinhou. Instado sobre as razões que o levaram, mais tarde, a entrar em rota de colisão com os seus “camaradas” de então, explicou que tinha consciência de que a sua opção não tinha um “carácter absoluto”. “Sabia que tarde ou cedo eu me afastaria. Era isso que eu dizia nas entrevistas que na altura eu dava”, indicou Fidalgo.  Nessa época, acrescentou, havia correntes na Igreja que procuravam pontos comuns entre o Evangelho e o socialismo. “Por algum tempo, esses ensaios foram feitos em países da Europa e América Latina. Eu também tentei ver até que ponto isso era possível”, assinalou o antigo director do “Terra Nova”.  “Hoje posso dizer o seguinte: é como a água e o azeite. Não se misturam. Não quer dizer que não possa haver diálogo, o Evangelho dialoga com todos, mas sem deixar de ser aquela lâmpada colocada no alto para iluminar todas as realidades humanas, mostrando o que é bom para o ser humano e o que é contrário à sua dignidade”, enalteceu Fidalgo. A certa altura, passou a ser um crítico do regime de partido único, o que lhe valeu alguns dissabores, nomeadamente uma condenação a dois anos de prisão, com pena suspensa. Recorreu da decisão do tribunal de primeira instância e, 13 anos depois, o Supremo Tribunal de Justiça “considerou que o jornal não cometeu crime nenhum”. “Interessante é observar que o julgamento do ´Terra Nova ´foi precedido duma campanha feroz de recolha de assinaturas, na sequência dum editorial intitulado ‘E nós duvidamos’, em resposta a um discurso do então Presidente da República, Aristides Pereira. No fim desse ‘tufão’, recebi a convocação para comparecer no Tribunal e ser julgado”, afiança António Fidalgo. Perguntado sobre o juiz que o julgou, responde que é partido único. À pergunta se consegue perdoar aqueles que o condenaram, afirma: “Claro que sim. A história não se apaga, as lembranças ficam, mas no meu coração não existem mágoas nem rancores. Sou cristão e sou padre. Perdoo tudo, devo perdoar”.  O seu sonho não era apenas ver o país independente, mas também democratizado. Cedo percebeu que isso não fazia parte dos desígnios do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde. “O meu afastamento deu-se precisamente quando contestei o projecto da Constituição de 1980, que no seu artigo 4.º dizia que na República de Cabo Verde, o PAIGC é a força política dirigente da sociedade e do Estado”, explica o frei Fidalgo, que garante ter visto a desabar sobre si “tronos e dominações”. “Senti-me como atirado para longe como um trapo. Mas não desisti e, no dia seguinte, estava eu outra vez a lançar pedras no charco, propondo que 50 % dos candidatos fossem independentes e, portanto, não do PAICV. Eu sabia que não podia mudar nada, queria apenas levar os colegas e a sociedade a refletirem”, revela o entrevistado da Agência Cabo-verdiana de Notícias, adiantando que não tinha corrido atrás de uma ilusão, “simplesmente o romper da aurora é que estava longe de acontecer”.  Defende que a fundação do jornal Terra Nova, em Abril de 1975, portanto, poucos meses antes da independência, “foi providencial”.  “Ao sair desse recinto, para levar motivos de reflexão

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“Rerum digitalium”, uma releitura com os Papas da encíclica de Leão XIII

“Rerum digitalium”, uma releitura com os Papas da encíclica de Leão XIII Passaram-se 134 anos desde a publicação da “Rerum Novarum”, documento promulgado em 15 de maio de 1891. Por ocasião do aniversário de promulgação desta encíclica, também foram publicadas encíclicas de outros Pontífices. Pouco depois de sua eleição, o Papa Prevost enfatizou que a Igreja, inspirando-se no patrimônio da Doutrina Social, é chamada a responder a “outra revolução industrial e ao desenvolvimento da inteligência artificial”. Amedeo Lomonaco – Vatican News O Papa Leão XIII, com a encíclica Rerum Novarum, abordou “a questão social no contexto da primeira grande revolução industrial. Hoje, a Igreja oferece a todos o seu patrimônio de doutrina social para responder a uma nova revolução industrial e ao desenvolvimento da inteligência artificial, que traz novos desafios para a defesa da dignidade humana, da justiça e do trabalho”. Ao encontrar os cardeais em 10 de maio, o Papa Prevost explicou com estas palavras a escolha de “assumir o nome de Leão XIV”. O caminho indicado é, portanto, o da doutrina social, a ser percorrido mesmo nesta era dominada por desequilíbrios econômicos e novos desafios. A atualidade da Rerum NovarumEm nossa época, como naquela do final do século XIX, o mundo do trabalho é um dos pilares que sustentam o tecido social. Relendo a encíclica do Papa Pecci, focada nas condições das massas operárias, e situando essas reflexões no contexto atual, podemos projetar uma espécie de “Rerum digitalium”, uma releitura das “coisas digitais”: seguindo o caminho traçado por Leão XIII, podemos, de fato, considerar a questão do trabalho e dos direitos dos trabalhadores à luz das profundas mudanças trazidas pelas novas tecnologias. A encíclica do Papa Pecci, na qual a mensagem cristã encontra a modernidade, é um texto que também fala aos homens e mulheres de hoje. A verdadeira vida é a do mundo vindouroA encíclica Rerum Novarum foi promulgada há exatamente 134 anos, mas sua mensagem transcende as décadas e o limiar do terceiro milênio. “As coisas temporais não podem ser compreendidas e avaliadas adequadamente se a alma não se elevar a outra vida, isto é, à vida eterna, sem a qual a verdadeira noção de bem moral necessariamente se desvanece, de fato, toda a criação se torna um mistério inexplicável. O que a própria natureza nos dita, portanto, no cristianismo, é um dogma sobre o qual todo o edifício da religião se apoia como seu principal fundamento: isto é, que a verdadeira vida do homem é a do mundo vindouro”. Estas palavras dirigidas pelo Papa Leão XIII aos homens do final do século XIX ressoam mesmo nesta era digital: “Quer você tenha riquezas e outros bens terrenos em abundância, ou que não os tenha, isso não importa para a felicidade eterna; mas o bom ou mau uso desses bens, isso é o que mais importa”, escreve o Papa Pecci. A Doutrina Social da Igreja e os tempos modernosA tradição das encíclicas sociais, na fase moderna, inicia-se, portanto, com a Rerum Novarum de Leão XIII, atestando a preocupação dos Papas, em diferentes contextos históricos, com as questões sociais e econômicas. A encíclica promulgada em 1891 inaugura a era da modernidade da doutrina social da Igreja. O documento do Papa Leão XIII insere-se num contexto em que o trabalho era concebido como mercadoria. O mundo do trabalho mudou muito, mas os direitos dos trabalhadores ainda precisam ser salvaguardados. Entre os riscos associados às novas tecnologias, e em particular à inteligência artificial, encontram-se os das novas formas de escravidão e exploração. Ao lado das sombras, encontram-se também muitas luzes ligadas às oportunidades que esta era digital pode oferecer a toda a família humana e, em particular, às novas gerações. Buscadores da verdade e da fraternidadeA encíclica Rerum Novarum enfatiza que o fator discriminante é o bom ou mau uso dos bens. Este critério é igualmente válido para a abordagem a ser seguida hoje no uso das tecnologias digitais. O Papa Leão XIII também escreve que todos os homens “estão unidos pelo vínculo de uma santa fraternidade”. Viver a fraternidade significa compreender que “os bens da natureza e da graça são patrimônio comum do gênero humano”. Se todos são filhos, acrescenta o Papa Pecci, são também herdeiros: “Herdeiros de Deus e coerdeiros com Jesus Cristo (Rm 8,17). Este é o ideal de direitos e deveres contido no Evangelho”. É o mesmo ideal indicado pelo Papa Francisco na encíclica Fratelli tutti: o de uma fraternidade humana. Como afirmou Leão XIV ao se encontrar com os cardeais em 10 de maio, o Evangelho deve nos impelir a buscar “com alma sincera a verdade, a justiça, a paz e a fraternidade”. Que o trabalho não debilite o homemNa encíclica Rerum Novarum, o Papa Leão XIII se concentra nas difíceis condições de trabalho dos operários industriais. “Não é justo nem humano”, afirma o documento, “exigir do homem tanto trabalho a ponto de sua mente se tornar entorpecida por excesso de fadiga e seu corpo enfraquecer. Como sua natureza, a atividade humana é limitada e circunscrita dentro de limites bem estabelecidos, além dos quais ele não pode ir. O exercício e o uso a aprimoram, sob a condição, porém, de que seja suspensa de tempos em tempos para dar lugar ao descanso. O trabalho, portanto, não deve ser prolongado além dos limites das próprias forças.” Outra questão presente na encíclica de 1891 é a da educação para a economia. “Quando o trabalhador recebe um salário suficiente para manter a si mesmo e sua família com certo grau de conforto, se for sábio, naturalmente pensará em poupar.” Essas são reflexões atuais para serem relidas também em nosso tempo, frequentemente marcado por fronteiras nem sempre bem definidas entre trabalho e vida pessoal. Até mesmo o tema da economia, vista como instrumento capaz de sustentar a família, é muito atual e não marginal, pois se trata de dar o devido valor ao salário, hoje cada vez mais agredido pelo consumismo desenfreado. O caminho da caridadeO tema central da encíclica Rerum Novarum é a instauração de uma ordem

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Diocese de Santiago | Jubileu das crianças 2025

Jubileu das Crianças 2025 – Crescer na fé, rumo aos 500 anos da Diocese! A Diocese de Santiago no âmbito do decénio celebrativo dos 500 anos da sua criação está a promover o Jubileu das Crianças e Adolescentes. É o desejo da nossa diocese irmã proporcionar o Dia da Criança ainda mais especial.O encontro está marcado para o dia 01 de junho para o Jubileu Diocesano das Crianças e Adolescentes de Santiago, um dia inteiro dedicado aos mais pequenos, com momentos de oração, amizade e muita diversão. Toda a programação está prevista a acontecer no Estádio Nacional, começando assim pelas nove horas da manhã.Esta atividade está a contar com a presença dos familiares das crianças e amigos para celebrar o Jubileu das Crianças e Adolescentes. https://diocesemindelo.org/wp-content/uploads/2025/05/Dia-Jubilar-de-criancas-e-adolescentes.mp4

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Papa Leão XIV: brasão e lema

Papa Leão XIV: publicados brasão e lema “In Illo uno unum” são as palavras, pronunciadas em um sermão por Santo Agostinho, que o Pontífice escolheu como seu lema episcopal. Uma referência ao Bispo de Hipona também no brasão, com a imagem de um livro fechado sobre o qual repousa um coração transpassado por uma flecha. Foram publicados neste sábado, 10 de maio, o brasão e o lema do Papa Leão XIV, assim como a foto oficial do Pontífice recém-eleito. O brasão representa um escudo dividido diagonalmente em dois setores: o superior tem um fundo azul e nele está representado uma flor-de-lis (lírio branco); o inferior tem um fundo claro e apresenta uma imagem que remete à Ordem de Santo Agostinho: um livro fechado sobre o qual há um coração transpassado por uma flecha. A imagem remete à experiência de conversão de Santo Agostinho, que ele próprio explicava com as palavras “Vulnerasti cor meum verbo tuo”, “Feriste meu coração com a tua Palavra”. Nos traços essenciais, portanto, Leão XIV confirmou o brasão anterior, escolhido por ocasião de sua consagração episcopal, bem como o lema “In Illo uno unum”. Trata-se das palavras que Santo Agostinho pronunciou em um sermão, a Exposição sobre o Salmo 127, para explicar que “embora nós cristãos sejamos muitos, no único Cristo somos um”. Em uma entrevista aos meios de comunicação vaticanos em julho de 2023, o próprio Prevost explicava: “Como se depreende do meu lema episcopal, a unidade e a comunhão fazem parte justamente do carisma da Ordem de Santo Agostinho e também do meu modo de agir e pensar. Acredito que é muito importante promover a comunhão na Igreja, e sabemos bem que comunhão, participação e missão são as três palavras-chave do Sínodo. Portanto, como agostiniano, para mim, promover a unidade e a comunhão é fundamental. Santo Agostinho fala muito sobre a unidade na Igreja e sobre a necessidade de vivê-la.” In Vatican News

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Vaticano: Leão XIV é o novo Papa (biografia)

Vaticano: Leão XIV é o novo Papa (biografia) O cardeal Robert Francis Prevost, até agora prefeito do Dicastério para os Bispos, foi hoje eleito como Papa, após dois dias de Conclave, assumindo o nome de Leão XIV. O primeiro pontífice norte-americano, de 69 anos de idade, foi missionário e arcebispo no Peru, tendo ainda sido superior geral da Ordem de Santo Agostinho. O novo Papa nasceu a 14 de setembro de 1955 em Chicago (EUA), filho de Louis Marius Prevost, de origem francesa e italiana, e de Mildred Martínez, de origem espanhola; tem dois irmãos, Louis Martín e John Joseph. Passa a infância e a adolescência nos Estados Unidos, estudando primeiro no Seminário Menor dos Padres Agostinianos e depois na Villanova University, na Pensilvânia, onde, em 1977, obteve a licenciatura em Matemática e estudou Filosofia. A 1 de setembro do mesmo ano, em Saint Louis, entrou no noviciado da Ordem de Santo Agostinho (Osa) – província de Nossa Senhora do Bom Conselho de Chicago – e fez a sua primeira profissão a 2 de setembro de 1978. A 29 de agosto de 1981, pronunciou os votos solenes e esteve na ‘Catholic Theological Union’ de Chicago, onde se formou em Teologia.; aos 27 anos, foi enviado pela sua Ordem a Roma para estudar Direito Canónico na Universidade Pontifícia de São Tomás de Aquino (Angelicum), sendo ordenado sacerdote a 19 de junho de 1982. Obteve a licenciatura em 1984 e foi enviado para trabalhar na missão de Chulucanas, Piura, Peru (1985-1986); em 1988 foi enviado à missão de Trujillo como diretor do projeto de formação comum para os aspirantes agostinianos dos Vicariatos de Chulucanas, Iquitos e Apurímac. Enquanto religioso foi prior de comunidade (1988-1992), diretor de formação (1988-1998) e professor (1992-1998); na Arquidiocese de Trujillo foi vigário judicial (1989-1998), professor de Direito Canónico, Patrística e Moral no Seminário Maior “São Carlos e São Marcelo”. Em 1999, foi eleito prior provincial da Província Mãe do Bom Conselho (Chicago) e, dois anos e meio depois, o capítulo geral ordinário escolhe-o como responsável mundial da Ordem de Santo Agostinho, que exerceu durante 12 anos. O Papa Francisco nomeou-o administrador apostólico da Diocese de Chiclayo (Peru) a 3 de novembro de 2014, elevando-o à dignidade episcopal de bispo titular da Diocese de Sufar. A 7 de novembro, tomou posse canónica da diocese na presença do Núncio Apostólico e foi ordenado bispo a 12 de dezembro de 2014, festa de Nossa Senhora de Guadalupe, na Catedral da sua diocese. Escolheu como lema episcopal ‘in Illo uno unum’, tiradas de um sermão de Santo Agostinho: “embora nós, cristãos, sejamos muitos, no único Cristo somos um”. Francisco nomeou-o membro da Congregação para o Clero em 2019 e membro da Congregação para os Bispos em 2020, ano em que foi designado administrador apostólico da Diocese de Callao. No Vaticano, foi prefeito do Dicastério para os Bispos, desde 30 de janeiro de 2023, e presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina. O Papa Francisco criou-o cardeal no Consistório de 30 de setembro de 2023, sendo considerado um colaborador próximo do seu antecessor, tendo sido um dos responsáveis pela gestão do Vaticano junto do Caminho Sinodal Alemão. Na Assembleia Sinodal de 2024, o agora Papa disse aos jornalistas que os trabalhos propõem uma “nova forma de fazer as coisas na Igreja”, que exige tempo. “Não devemos esperar soluções instantâneas”, referiu o colaborador do Papa, destacando a passagem de temas tidos como polémicos para os grupos de trabalhos criados por Francisco, em fevereiro do último ano. https://youtu.be/dSolFJhzYb0 Estes dez grupos de estudo abordam temas propostos pela primeira sessão sinodal, em outubro de 2023, envolvendo dicastérios da Cúria Romana, sob a coordenação da Secretaria-Geral do Sínodo, até junho de 2025. Leão XIV sublinhou que os trabalhos da sessão sinodal apontavam a necessidade de mudar o paradigma de uma “estrutura de poder”, com mais organismos de consulta, nas dioceses e paróquias. Em cima da mesa, acrescentou, está o processo de escolha de bispos e o papel dos núncios, representantes diplomáticos da Santa Sé em todo o mundo. “O processo de busca de candidatos pode ser mais sinodal, mais aberto, incluindo uma maior participação de bispos, padres, religiosas, leigos e leigas”, assinalou o então prefeito do Dicastério para os Bispos. O novo Papa assumia que a missão episcopal deve levar cada bispo ao encontro das “necessidades específicas” de cada realidade, reforçando a “presença pastoral e social da Igreja”, onde quer que as pessoas sofram, e a proteção da natureza. O cardeal Prevost foi questionado sobre o papel dos leigos, nestes processos de nomeação episcopal, indicando que “já foram dados alguns passos significativos”, com indicações para “incluir mais leigos e religiosas” nas consultas e com maior presença de mulheres no Dicastério para os Bispos. Admitindo diferenças de “pontos de vista”, mais do que de divisões, na assembleia sinodal, o novo pontífice referiu, a respeito da participação das mulheres, que as categorias dentro da Igreja “precisam de ser diferentes”, pelo que a sua ordenação sacerdotal poderia “criar um problema” em vez de o resolver. Para Leão XIV, o debate deve visar um “novo entendimento da liderança, poder e autoridade”, como serviço, na Igreja. O responsável falou de experiências de sinodalidade já em curso, como viu no Peru, enquanto bispo de Chiclayo. No momento da morte de Francisco, o então cardeal Prevost recordou a viagem a Lampedusa, sinal de “proximidade com os migrantes” e a carta que o seu antecessor escreveu aos bispos dos EUA, em fevereiro, “sobre a importância de estar perto dos que sofrem e de ter o coração de Jesus Cristo”, quando foi implementado o programa de deportação em massa de imigrantes e refugiados clandestinos. https://youtu.be/lgyeM1hWZNs O último pontificado, acrescentava, deixou “este espírito de querer continuar o que começou com o Concílio Vaticano II, a necessidade de renovar sempre a Igreja. Entre os ensinamentos que Francisco deixou, salientava, é preciso valorizar “o amor pelos pobres” e o desejo de “uma Igreja pobre, que caminha com os pobres, que serve os pobres”. “Penso que a

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