TERMINA NO VATICANO A CIMEIRA SOBRE ABUSOS SEXUAIS PRACTICADOS NA IGREJA

2019-02-23       Actualidade       Papa Francisco  

  

O Papa Francisco convocou de 21 a 24 de Fevereiro, no Vaticano, uma Cimeira histórica, a mais recente tentativa da Igreja Católica de lidar com os casos de abusos sexuais que continuam a atormentá-la em vários países. Perto de 200 bispos e líderes religiosos da Igreja Católica reuniram-se em Roma para discutir a crise dos abusos sexuais.

Uma Igreja corajosa deseja encarar o problema dos abusos sexuais cometidos pelos clérigos, reflectir sobre o flagelo e tomar duras medidas no sentido de prevenir futuros casos. Assim, a Cimeira que aconteceu em Roma tinha como tema “A protecção dos menores na Igreja” e destinava-se unicamente a falar da problemática dos abusos sexuais de menores. Isso causou alguma polémica, sobretudo tendo em conta a divulgação recente de casos de abusos sexuais em larga escala praticados sobre freiras ou seminaristas, em países como os Estados Unidos, Chile, Índia e Polónia.
Ao todo foram 190 participantes. A cimeira foi especificamente dirigida aos presidentes das conferências episcopais, por isso estes formam a esmagadora maioria, com 114. Houve ainda 14 bispos em representação de diversas Igrejas Católicas de rito oriental e 15 bispos de zonas que não têm conferências episcopais. Para além destes, a cimeira contou ainda com 12 representantes de ordens religiosas masculinas, e 10 de ordens religiosas femininas. Por fim, estiveram presentes ainda dez cardeais da Curia Romana
Algumas vítimas tiveram a oportunidade de partilhar as suas histórias com os participantes. Por uma questão de privacidade o Vaticano não vai transmitir estes testemunhos nem divulgar a identidade das vítimas.
Os organizadores têm insistido em dizer que esta cimeira não é uma varinha mágica capaz de resolver todos os abusos na Igreja nem no mundo. Na sua habitual conversa com os jornalistas, no voo de regresso do Panamá, o próprio Papa fez questão de dizer que é preciso diminuir as expetativas em relação ao encontro, e que este ia servir sobretudo para pôr todos os bispos a par das melhores práticas para lidar com os casos. Durante a conferência de imprensa de apresentação o cardeal Blaise Cupich, que preside à cimeira, sublinhou, contudo, que os bispos terão de começar a tomar medidas concretas, pois serão responsabilizados por quaisquer falhas nesse campo.

Fonte: RÁDIO RENASCENÇA

 



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