Secretariado Diocesano da Família escreve mensagem para o Dia do Pai

2017-03-20       Actualidade       Igreja  

  

No dia dedicado ao Pai, 19 de Março, o Secretariado da Família da Diocese de Mindelo endereçou uma mensagem a todos os pais, manifestando a preocupação educacional dos filhos e pedindo a bênção de São José, protector e exemplo de todos os pais.

João e Margarida Andrade, responsáveis pelo Secretariado Diocesano da Família, residentes no Sal, manifestaram a preocupação no acompanhamento da educação dos filhos: «as reformas introduzidas na educação sem acompanhamento de perto por parte dos pais, por diversos motivos, trouxe uma indefinição e relaxamento de alguns que vêem os filhos só a noite, quando regressam à casa, exaustos pelo trabalho».
A Família Andrade pede ao Pai Adptivo de Jesus Cristo, São José, «que interceda ao Senhor para que abençoe os pais da nossa terra, estejam eles perto ou longe de seus filhos, mantendo-os sob sua protecção, iluminando a sua mente para que sejam exemplos de amor, comprometimento, honestidade e dedicação à sua família, e fazendo com que se reconheça o papel de pai diante da família e da sociedade».
Em baixo encontra-se, na íntegra, a mensagem do Secretariado Diocesano da Família para o dia do Pai:


SECRETARIADO DIOCESANO DA FAMÍLIA - MENSAGEM PARA O DIA DO PAI

«O amor à esposa tornada mãe e o amor aos filhos são para o homem o caminho natural para a compreensão e realização da paternidade. De modo especial onde as condições sociais e culturais constringem facilmente o pai a um certo desinteresse em relação à família ou de qualquer forma a uma menor presença na obra educativa, é necessário ser-se solícito para que se recupere socialmente a convicção de que o lugar e a tarefa do pai na e pela família são de importância única e insubstituível».
 
(Familiaris Consortio72).

No mundo de hoje, abriu-se uma fractura entre a família e a sociedade em que a tarefa educativa dos pais torna-se cada vez mais difícil, devido à crise instalada por falta de confiança recíproca na assunção plena do papel de cada um.

As reformas introduzidas na educação sem acompanhamento de perto por parte dos pais, por diversos motivos, trouxe uma indefinição e relaxamento de alguns que vêem os filhos só à noite, quando regressam à casa, exaustos pelo trabalho.

Como a experiência ensina, a ausência do pai provoca desequilíbrios psicológicos, morais e dificuldades notáveis nas relações familiares. O mesmo acontece, também, em circunstâncias opostas, pela presença opressiva do pai, especialmente onde ainda se verifica o fenómeno do «machismo», ou seja da superioridade abusiva das prerrogativas masculinas que humilham a mulher e inibem o desenvolvimento de relações familiares sadias (Cf. Familiaris Consortio,73).

Ainda com o aparecimento dos denominados “especialistas”, que ocuparam o papel dos pais, mesmo nos aspectos mais íntimos da vida afectiva, quase que se transferiu essa responsabilidade, ficando os pais a assistirem ou acompanharem os filhos de longe. Sem se darem conta, ficam privados do seu papel, com tendência a confiar os filhos cada vez mais aos especialistas, inclusive para os aspetos mais delicados e pessoais da sua vida, correndo o risco de «se autoexcluírem» da vida dos seus filhos, o que é muito grave.

Aos pais que se sentem inseguros na forma de melhor educar seus filhos ou cujos filhos estão envolvidos com qualquer tipo de delinquência, que choram por terem filhos que se perderam na droga ou álcool, os nossos votos para que encontrem em Deus a força e luz para substituir o sentimento de humilhação, vergonha e dor pelo desejo supremo de lutar pela justiça, para um mundo melhor, testemunhando a fé no Nosso Senhor Jesus Cristo, sobretudo nos lugares onde existem crianças órfãs ou desprotegidas.

Neste dia em que se comemora o dia dos pais, que S. José, o homem que o próprio Deus chamou a ser Pai adoptivo de Seu Filho Jesus, interceda ao Senhor para que abençoe a cada um dos pais da nossa Terra, esteja ele perto ou longe de seus filhos, mantendo-os sob Sua protecção, iluminando a sua mente para que sejam exemplos de amor, comprometimento, honestidade e dedicação à sua família, e fazendo com que se reconheça seu papel diante da família e da sociedade.

São José, rogai por nós!

Secretariado Diocesano da Família
Diác. João Baptista Andrade e Ma. Margarida Andrade



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