Beata Osana, religiosa, +1505
(18/06/2016)


Beata Osana

Em Mântua, na Lombardia, nasceu em 1449 e morreu em 1505. Toda a sua existência decorreu em palácios, cumulada de graças e oprimida com sofrimentos, umas e outros invisíveis aos olhos dos homens. Foi o confessor que revelou depois da sua morte que ela ficava, por vezes, sete horas imóvel em oração e tinha misteriosas feridas interiores que renovavam nela as dores da Paixão. Desde a infância teve a obsessão das realidades do alto.

 Aos seis anos, imaginando que os teólogos sabiam muito mais sobre Deus do que sabia o comum dos mortais, veio pedir ao pai que lhe comprasse livros de teologia e lhe desse licença de aprender a ler para conseguir estudá-los; mas foi recambiada para os seus jogos. No ano seguinte, caiu tão doente que se julgou que ia partir. Foi então autorizada, o que lhe tinha sido recusado até então, a entrar na Ordem terceira dominicana. Mas só fez profissão em 1501, de maneira que o noviciado durou quase 50 anos. Osana passou os últimos 37 anos da vida na corte de Mântua.

Em 1478, os soberanos de então, o duque Francisco II e a mulher Isabel de Este, fizeram dela superintendente da sua Casa. Depressa compreenderam que era um anjo quem tinham debaixo do tecto. Quando ela estava a morrer, ajoelhados junto do leito, pediram-lhe a bênção; respondeu que pertencia ao sacerdote presente abençoá-los; foi preciso que este tomasse a mão dela para Ihes traçar na testa o sinal da cruz. Francisco II isentou de contribuições, por vinte anos, todos os membros da família dela. E a duquesa Isabel ergueu-lhe um belo mausoléu, que ainda agora se vê na catedral de Mântua.



S. Gregório Barbarigo, bispo, +1697
(18/06/2016)


S. Gregório Barbarigo

Gregório Barbarigo nasceu em Veneza em 1625, numa família patrícia. Em 1648 participou nas negociações que levaram ao Tratado de Vestefália e, em Münster, conheceu o futuro papa Alexandre VII. Foi este que o nomeou bispo de Bérgamo, cardeal e, mais tadre, bispo de Pádua. Na altura em que chegou a Pádua, esta diocese contava com 24 escolas de doutrina cristã; quando ele morreu, o número chegava a 356.

 Fundou uma Companhia da Doutrina Cristã para o ensino da religião, uma congregação mariana, uma Congregação dos Pais de Família para a educação da juventude, escolas para o povo, escolas de governo de casas. Cuidou da assistência sanitária do povo. Fundou casas de acolhimento para raparigas pobres. Morreu no dia 18 de Junho de 1697. Foi canonizado por João XXIII.

cf. Santos de Cada Dia, de José Leite, S.J.