PAPA FRANCISCO CONSIDERA UM «BOM EXEMPLO DE CULTURA DO ENCONTRO» O INESPERADO ENCONTRO ENTRE DONALD TRUMP E KIM JONG-UN

2019-07-01       Actualidade       Papa Francisco  

  

«Um bom exemplo de cultura do encontro»: com essas palavras, o Papa Francisco comentou ao meio-dia do passado domingo, 30 de Junho, após recitar a oração mariana do Angelus, o encontro ocorrido pela manhã em Panmunjon – localidade construída na linha de demarcação militar estabelecida pelo armistício de 1953 entre a Coreia do Sul e do Norte – entre o presidente estadunidense Donald Trump e seu homólogo norte-coreano Kim Jong-un.

O Pontífice saudou os protagonistas, «com a oração a fim de que tal gesto significativo constitua um passo ulterior no caminho da paz, não somente naquela península, mas em favor do mundo inteiro».
Proposta pelo presidente Trump, que sábado concluiu o G20 em Osaka, no Japão, os dois líderes se encontraram na linha do 38º paralelo, onde durante a guerra entre 1950 e 1953 morreram muitos coreanos e aliados estadunidenses (os EUA eram aliados da Coreia do Sul e a paz ainda não foi assinada).
Trump aproximou-se do confim pouco depois das 03h30 do horário de Brasília. «Gostaria que atravessasse?», perguntou ao líder norte-coreano. «Ele respondeu que se sentiria honrado», contou depois à imprensa o presidente dos EUA. «A honra é toda minha», replicou Trump, atravessando sozinho o confim intercoreano – primeiro presidente dos EUA a fazê-lo.
Os dois se saudaram com um aperto de mãos. «É um prazer ver-te novamente», disse Trump, e o mandatário norte-coreano respondeu dizendo que«“jamais esperaria» que teriam podido se encontrar ali em Panmunjon, situada à distância de cerca de 60Km de Seul, capital sul-coreana.
Ambos atravessaram o confim e entraram na Coreia do Sul, detendo-se por alguns minutos com a imprensa. «É um gesto que abre um novo futuro», disse Kim, enquanto Trump frisou «que foi uma honra» ter sido o primeiro presidente EUA a ir à Coreia do Norte. Pouco depois juntou-se a eles o presidente sul-coreano Moon Jae-in.
Após trocar algumas palavras, os três presidentes se dirigiram juntos à Freedom House, no estado sul-coreano, onde Kim e Trump se reuniram num encontro bilateral informal.
O encontro bilateral durou cerca de uma hora. Trump convidou o mandatário norte-coreano a Washington, afirma a mídia que acompanha o chefe da Casa Branca. Tratou-se do terceiro encontro entre os dois, após os de Cingapura e Hanói. «Nossa relação é excepcional», comentou Kim Jong-un, dizendo que o gesto do presidente dos EUA de entrar na Coreia do Norte «foi um acto corajoso e determinado».
Durante o encontro, os dois presidentes estabeleceram a retomada dos colóquios operacionais sobre a desnuclearização da península entre EUA a Coreia do Norte, após o falimento do encontro de cúpula do final de Fevereiro em Hanói , no Vietnã.
«Nas próximas semanas designarão uma equipe a fim de que se trabalhe um acordo de amplo alcance. É um grande dia. Depois veremos o que acontece», disse Trump à mídia, após ter acompanhado o líder Kim Jong-un até a linha de demarcação com o Norte, junto com o presidente sul-coreano.
«A um certo ponto durante as negociações» falaremos sobre as sanções, que permanecem actualmente em vigor. Trump estimou «em 2-3 semanas» o reinício das conversações. «A velocidade não é importante, o que importa é se ter um acordo amplo».
Em colectiva de imprensa conjunta em Seul, o presidente sul-coreano Moon Jae-in louvou os dois líderes «por terem sido assim corajosos» ao aceitar o encontro. «Espero que o presidente Trump entre na história como o presidente que alcançou a paz na península coreana», disse ele.

Fonte: Vatican News

 



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