Liturgia do XIX Domingo do Tempo Comum - Ano A: «Tende confiança. Não temais»

2017-08-12       Actualidade       Igreja  

  

A vida humana é toda ela feita de altos e baixos, de momentos de tribulação, de desespero, de alegria, de confiança, de fé, de paz e serenidade. A vida humana é um misto de sentimentos, de emoções, de situações e de acontecimentos. Mas, seria bom que em todos os momentos da vida, a palavra de ordem fosse “confiança”. Sim, confiança! Confiança em Deus! «Tende confiança. Sou Eu. Não temais».  

Nos momentos altos e de alegria o sentimento é de que vale a pena viver, a vida é o melhor dom de Deus, se pudéssemos viveríamos eternamente e viveríamos 1000 vidas. É o sentimento que teve Simão Pedro ao andar sobre o mar. “Eu sou o melhor, eu sou o campeão” - deveria estar ele a pensar. Mas, nos momentos ruins o sentimento é de que a vida humana é ingrata, Deus não olha para os nossos sofrimentos, seria melhor estar morto do que estar vivo.
Tanto os bons momentos, comos os maus, deveriam servir ao homem para fortalecer a sua fé e confiança em Deus. Pena que nos bons momentos esquecemos de Deus e nos maus… a culpa é de Deus. Muitos não acreditam em Deus porque acham que se existe um Deus, Ele não deveria permitir o mal no mundo. Mas, ingenuamente, perguntamos: E porquê Deus permite o bem no mundo? 
Nós, os cristãos, deveríamos saber que Jesus está connosco nos momentos bons e nos momentos menos bons. Aliás, como já conta a história das “pagadas da areia”, são nos momentos menos bons que Ele nos carrega no colo e nos diz: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». 
Muitos momentos bons e menos bons acontecerão na nossa vida. Podemos ter a certeza de que nos momentos bons encontraremos muitos amigos… oportunistas. Mas, nos momentos menos bons os supostos “amigos” escondem-se, a vida é ingrata e parece que ninguém está lá para nos animar. Os inimigos brindam com o nosso afundamento e o vazio, o abandono, é a palavra de ordem. Nesses momentos gritaremos: «Eli, Eli, lemá sabactháni?, isto é: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?» (Mt 27, 46).
A certeza mais certa e a verdade mais verdadeira na vida do cristão é que Jesus é deveras nosso amigo. Ele rejubila-se connosco nos momentos altos, mas também nos ajuda nos momentos ruins. Ele assegurou na mão de Simão Pedro e sussurrou bem baixinho:  «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». E depois foi confrontar os outros discípulos: «homens de pouca fé, porque duvidastes?».
Caríssimos irmãos paroquianos e leitores, nós temos uma grande responsabilidade de mostrar ao mundo inteiro que Jesus é deveras nosso amigo. Como mostrar isso nos momentos bons? Como mostrar isso nos momentos ruins? Como reagir nos momentos altos? Como reagir nos momentos que estamos a afundar? A quem gritas nos momentos de tempestade? Quem é que te responde quando a sorte é ingrata? Simão Pedro foi inteligente e gritou a Jesus: «Salva-me, Senhor». Jesus, de facto, é o único que poderá sempre nos salvar.
Um santo domingo a todos e uma boa semana a todos! Não esqueçamos que sempre o Senhor nos desafia: «Tende confiança. Não temais». 



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