Jovens da Diocese de Mindelo preocupados com a vivência juvenil da fé

2017-11-19       Actualidade       Igreja  

  

Os jovens das paróquias da Diocese de Mindelo que estão reunidos em São Vicente por ocasião do encontro convocado pelo Secretariado Diocesano da Juventude (SDJ), mostram-se preocupados com a vivência juvenil da fé nas suas respectivas paróquias.

Nos dias 18 e 19 de Novembro, os jovens das paróquias da Diocese de Mindelo estão reunidos em São Vicente, convocados pelo SDJ, para reflectirem a pastoral juvenil, unirem as forças e orientarem uma pastoral juvenil única.
O Site da Diocese de Mindelo ouviu alguns e foi unânime a voz de preocupação que eles demonstraram, visto que, nas suas paróquias, é muito pouco a adesão dos jovens à Igreja.
Clara Barros, do Secretariado Paroquial da Juventude de Santa Isabel, ilha de Boavista, diz que a vivência juvenil da fé na ilha das Dunas é um pouco complicada, visto que são poucos os da ilha que vivem a fé e existe muitas saídas e entradas de pessoas (jovens) o que não permite fazer um trabalho muito mais frutífero.
Nélida Sanches, paróquia de Santo António, Espargos, ilha do Sal, refere que «a situação da vivência da fé por parte dos jovens na ilha do Sal é um “bocadinho difícil” porque têm outras prioridades que não seja Deus e, por isso, é difícil atrair os jovens para a Igreja, apesar de todo o trabalho que os secretariados paroquiais da juventude têm feito neste sentido».
De São Vicente chega o testemunho de Rui Rocha, Presidente do SPJ da paróquia de São Vicente, e que considera que «a vivência da fé dos jovens são-vicentinos está um pouco aquém do esperado, tendo em conta os desafios que a Igreja coloca a juventude e a sociedade de uma forma geral, os jovens precisam de despertar para uma vivência comprometida da sua fé».
Demiliano Ramos, Porto Novo, Santo Antão Sul, chega mesmo a dizer que a vivência da fé por parte dos jovens do Sul de Santo Antão é complicada, porque os jovens já não se aderem a Igreja porque chegam numa fase universitária, onde têm de se deslocarem para outras ilhas e estão num mundo tecnológico que permite algum distanciamento da Igreja.
Ângelo Santos, paróquia de Nossa Senhora do Rosário, Norte de Santo Antão, também mostra alguma dificuldade em cativar outros jovens que “abandonaram” a Igreja ou nunca participaram.
Apesar do quadro descrito sobre a vivência juvenil da fé nas diferentes paróquias, esses mesmos jovens mostram-se comprometidos em trabalharem, evangelizarem e testemunharem a fé para assim poderem reverter a situação. 



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