DOM ILDO FORTES LEMBRA DIA EUROPEU PELAS VÍTIMAS DO TERRORISMO

2019-03-11       Actualidade       Igreja  

  

Celebra-se hoje, 11 de Março, em toda a Europa, o Dia Europeu pelas Vítimas do Terrorismo, uma ocasião para Dom Ildo Fortes, Bispo da Diocese de Mindelo, lembrar que «a nossa atitude é de grande solidariedade para quantos são vítimas dessas violentas acções terroristas e ao mesmo tempo continuarmos a acreditar que a Esperança é possível porque o amor de Deus semeado no coração da humanidade deve triunfar sobre o ódio e a maldade!».

Para assinalar o Dia Europeu pelas Vítimas do Terrorismo, Dom Ildo Fortes, Bispo da Diocese de Mindelo, fez questão de lembrar que não se trata apenas de um problema do velho continente, mas também um problema do continente africano: «a propósito do Dia Europeu pelas vítimas do Terrorismo, talvez estando aqui nestas latitudes, gostaria de lembrar o que nós os Bispos da região do Sahel dizíamos há poucas semanas, por ocasião do Encontro da Fundação João Paulo II para o Sahel :
“De fato, durante o ano de 2018, foram registados centenas de atentados contra as populações com os seus cortejos de mortes, deixando algumas comunidades num estado de desolação total. Mulheres e crianças de um momento para outro, após as ações de violência, foram forçados ao êxodo e a fugir para buscar refúgio em campos improvisados para escapar do massacre. O terrorismo liderado por homens sem fé nem lei, fez do Sahel uma zona perigosa onde a vida humana não tem mais valor, porque para os atores dessa violência cega, o ser humano não é mais considerado como um outro eu, mas simplesmente reduzido ao nível de um animal que pode ser eliminado sem qualquer forma de julgamento. Assim, as seguintes acções marcaram a vida de muitas comunidades no Sahel, especialmente no Níger, Burkina Faso e Mali: os sequestros, as execuções sumárias, a extorsão, o trabalho forçado nas minas de ouro sob o controle de jihadistas, etc. Toda essa violência se tornou comum. As ações das forças de defesa e segurança não conseguiram alcançar o seu objetivo fundamental: dar segurança às comunidades e criar a paz. Eles próprios são alvos privilegiados e assim, as famílias são enlutadas, as comunidades são destruídas e os países estão sendo desestabilizados. Acções concertadas estão em curso como as do G5 Sahel, mas também aqui as dificuldades financeiras persistem. Estamos também profundamente convencidos de que a luta contra a insegurança nos países do Sahel não pode ser reduzida a uma solução puramente militar. As principais causas são a pobreza, o sentimento de injustiça, o isolamento e o abandono de certas áreas. Este é um terreno fértil para o recrutamento de jihadistas”».
Por isso, o Bispo da Diocese de Mindelo não esquece que «as maiores vítimas do terrorismo inqualificável têm-se registado neste continente tão sofrido, onde as questões religiosas se juntam com outras étnicas, politicas. Todos somos responsáveis por esta grande estrutura de pecado que assola o mundo! Na raiz de todos estes males está uma cultura de corrupção, exploração, desigualdade e injustiça a nível mundial cujos efeitos se vão manifestando aqui e acolá!».



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