CONGREGAÇÃO IRMÃ FRATERNIDADE RAINHA DOS CORAÇÕES ABRE NOVA CASA DE CARIDADE EM SANTO ANTÃO

2019-08-23       Actualidade       Igreja  

  

A congregação Fraternidade Rainha dos Corações vai abrir uma nova casa em Santo Antão, no mês de Setembro,  dedicada à vida missionária espiritual e um contributo para o desenvolvimento social, cultural e económico das comunidades.

A congregação Fraternidade Rainha dos Corações foi fundada em 1977, em Roma, Itália, pelo cardeal Ivan Dias e, em 1990, jovens missionárias foram enviadas a Cabo Verde, mais concretamente à ilha de São Nicolau, com o intuito de servir o povo.
A pequena comunidade é formada por cinco irmãs que há 40 anos dedicam sua vida missionária, na localidade de Fajã de Baixo, desde 1990, servindo a comunidade, sobretudo em actividades ligadas à pastoral na paróquia de Nossa Senhora da Lapa, preparando jovens para a vida espiritual.
Desde que chegaram, as irmãs têm servido em diversos sectores em que destacam o reconhecimento, sobretudo na área social, designadamente no ensino pré-escolar, nos hospitais, no auxílio às famílias e requalificação de habitações a carenciados,  entre outras.
Em Setembro, a congregação pretende expandir a sua missão em Cabo Verde e agora ruma em direcção a Santo Antão e, nesta missão, duas irmãs,  Imaculada e Auxiliadora, estarão ao serviço da comunidade para ajudar na parte espiritual, social, cultural e económica.
Em entrevista à Inforpress, a irmã Maria da Luz, explicou como surgiu a congregação, segundo a religiosa, por intermédio de um jovem Ivan Dias, natural da Índia,  que sabia falar português.
A princípio,  sublinhou,  aceitou um convite para conhecer um grupo de oração, aos poucos recebeu o chamamento religioso e descobriu Jesus Cristo na sua vida.
Recorda que quando foi para Itália ainda não tinha completado 19 anos e o objectivo era emigrar e, como toda a jovem, a ideia era formar família e regressar a Cabo Verde.
Para a Irmã, a nível religioso, São Nicolau (sua terra natal) ainda é um desafio no campo da fé, comparado a uma “aridez” em que há uma “busca incessante” pela vida material e “um descuido” pela vida espiritual.
«Entendo que cada um tem um programa na sua vida, mas deve procurar a parte melhor,  a oração, para entrar em contacto com Deus e buscar um equilíbrio na vida material e espiritual», frisou.
A congregação Irmã Fraternidade Rainha dos Corações vive uma espiritualidade tipicamente mariana sob o lema “Servir amando, amar servindo”.

Fonte: Inforpress

 



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