BISPOS LUSÓFONOS AFIRMARAM UM «COMPROMISSO PELA PAZ, PELA FRATERNIDADE HUMANA E A VIDA»

2020-01-20       Actualidade       Igreja  

  

Os participantes no XIV Encontro dos Bispos dos Países Lusófonos, que termina esta terça-feira em Bissau, afirmaram um «Compromisso pela Paz, pela Fraternidade Humana e a Vida em Comum no Espaço Lusófono», a concretizar no diálogo e em “ações conjuntas”.

O documento enviado hoje à Agência ECCLESIA  refere que o compromisso é manifestação da «vontade de continuar a aprofundar a reflexão e o diálogo e a desenvolver parcerias e ações conjuntas nos países lusófonos».
O texto foi lido no final da Missa de domingo do Encontro dos Países Lusófonos, na catedral de Bissau, e convida «outros grupos religiosos, cristãos e muçulmanos a melhorar o seu envolvimento uns com os outros, começando na reflexão sobre valores compartilhados, desenvolvendo confiança, partilhando preocupações comuns e aprofundando o diálogo nas suas múltiplas possibilidades em conteúdo e forma».
Num país onde “o diálogo ecuménico e inter-religioso tem uma grande relevância no dia a dia das pessoas e das comunidades”, os participantes no encontro sugerem que as diferentes religiões se envolvam no “diálogo de oração e espiritualidade, diálogo de justiça social, ecologia integral e direitos humanos, diálogo de convivência na hospitalidade mútua”.
O XIV Encontro dos Bispos dos Países Lusófonos decorre na Guiné-Bissau entre os dias 16 e 21 de janeiro de 2020 e tem por tema ‘Diálogo inter-religioso na construção da paz e no desenvolvimento dos países lusófonos’.
De acordo com o texto do compromisso, participam neste encontro bispos de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Portugal e São Tomé e Príncipe.
O documento lembra o “tempo de grande crise”, na atualidade, marcado pela «ameaça à família, a relativização dos valores e as alterações climáticas ameaçam a sobrevivência da família humana».
«Face à crise, todos buscamos um sentido de vida; muitos recorrem à fé para encontrar sinais concretos de esperança», refere o texto, acrescentando que «milhões de pessoas, e muito particularmente os jovens, põem os seus olhos nos líderes religiosos, procurando sinais, ideias e ações que façam a diferença», afirma-se.
Os bispos lusófonos indicam que «o diálogo, a compreensão e a promoção de uma cultura de tolerância e aceitação dos outros e de convivência pacífica ajudam a reduzir muitos problemas económicos, sociais, políticos e ambientais».
«A paz é dom de Deus e construção fraterna. Assim, com fé e confiança em Deus, juntos vamos construir a paz na fraternidade e na solidariedade, na convivência e na reconciliação, na justiça e na esperança», conclui o documento.

Fonte: Ecclesia

 



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